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"O Signo nas encruzilhadas da Cultura e da Linguagem

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Ao apresentar a Teoria do Texto (BARTHES, Théorie du Texte) sob a forma de um verbete para a Enciclopædia Universalis, Barthes parte da consideração de que sob o ponto de vista epistemológico, o texto faz parte de um conjunto conceitual cujo centro é o signo - um conceito histórico, um artefato analítico e ideológico fruto da civilização ocidental. Ao inserir “civilização”, termo acunhado no século XVIII, não somente introduz um conceito, mas arrasta e implanta movimentos históricos, analíticos e modeladores que vão mais além da problemática linguística do signo ou literária do texto. Para dizer-se homem, o homem precisa de uma linguagem, isto é, da própria cultura (BARTHES, 1988. p.105). Barthes examina a sociedade que fala e que é sociedade precisamente porque fala e também interroga a cultura como linguagem, como um campo de dispersão das linguagens. Como falaria o signo? Com a ajuda de Raymond Willians para situar e analisar historicamente os conceitos de cultura e de língua será possível focalizar o passado e torná-lo suscetível de exame e assim construir uma leitura que recupere as transformações discursivas ao largo da história do signo, ferramenta de trabalho para escritores, tradutores e leitores.