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O poder da educação da imaginação segundo Northrop Frye

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O presente trabalho tem como objetivo refletir sobre o lugar da imaginação no processo de aprendizagem das artes e, mais especificamente, da literatura de acordo com o pensamento do crítico literário canadense Northrop Frye. Diante de uma sociedade que preza cada vez mais pelo pensamento pragmático e utilitarista, as artes assomam, muitas vezes, como um mero "métier" elegante. No entanto, mais do que um simples instrumento de entretenimento ou erudição, a literatura pode, por meio da imaginação, fazer o homem compreender não somente a si próprio, mas os seus semelhantes e os sentimentos mais intrínsecos que o envolvem e dos quais não se há acesso, senão por meio de uma linguagem articulada. Segundo Frye, em "A Imaginação Educada", a imaginação é “um construto mental, o modelo de uma maneira possível de interpretar a experiência” (2017, p. 19) e é justamente essa faculdade que fornece ao homem a base da sua vida social. Nesse sentido, não somente a literatura, mas as artes em geral propiciam um arcabouço rico de experiências imaginárias que, além de ampliar o horizonte intelectual de seus leitores e espectadores, servem como uma espécie de pórtico virtual sobre o qual se pode entrever e apreender a realidade.