O cinema como reprodutor social e uma reflexão a partir do longa metragem A Garota Dinamarquesa, de Tom Hooper – 2015.
O presente trabalho tem como objetivo principal realizar uma reflexão sobre o Cinema, visto como ponto de partida para a discussão sociológica. Para tanto, o trabalho analisa o longa-metragem A Garota Dinamarquesa (The Danish Girl), dirigido por Tom Hooper, 2015. O filme apresenta a história do pintor dinamarquês Einar Wegener, que na década de 1920 fez a primeira cirurgia para mudança de sexo. A narrativa do filme parte dos problemas enfrentados pelo casal Wegener, evidenciando as dificuldades experimentadas durante o processo de transformação e enfrentamento de Einar sobre sua própria identidade, bem como os problemas psicológicos de sua esposa, Gerda. Impregnado de uma atmosfera lírica, o valor do filme enquanto representação de questões de gênero, pode ser adequado para discussões sociológicas relevantes. Procura-se encontrar, no transcorrer da narrativa, que adapta o romance homônimo publicado no ano 2000, de David Ebershoff, singularidades e licenças poéticas. O artigo vem a promover, portanto, uma análise cinematográfica acerca da contribuição que o cinema proporciona para discussões sobre temas que permeiam os cotidianos da sociedade contemporânea, além de promover um parâmetro comparativo entre o livro e o filme.