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Evaldo Mocarzel e a Cidade Filmada: a Narrativa Documental Sensível do Cotidiano de uma Companhia de Dança na Cidade de São Paulo

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O trabalho propõe uma reflexão analítica sobre os olhares do cineasta brasileiro Evaldo Mocarzel para as narrativas do cotidiano de uma cidade ¬‒ São Paulo ‒ re(a)presentada pelas identific(ações) cotidianas de uma companhia de dança. A partir das asserções elaboradas pelo ensaísta e cineasta Jean-Louis Comolli em seu texto A cidade filmada ¬‒ pertencente ao livro de sua autoria Ver e Poder a Inocência perdida: cinema, televisão, ficção, documentário (2008) ¬‒, tenho por objetivo, evidenciar o pensamento autoral e a práxis cinematográfica mocarzeliana, ancorada pela abordagem metodológica da Teoria dos Cineastas, que propõe uma visada particular para as fontes primárias relacionadas ao cineasta (ensaios, entrevistas, filme). Os objetos empíricos da investigação recaem sobre a Carta de Montagem (27/09/2012) escrita por Mocarzel e encaminhada à montadora, Guta Pacheco e o documentário daí resultante: São Paulo Companhia de Dança ¬‒ Ensaio Sobre o Movimento (2012). Pretendo comparar o fluxo icônico de passagens e movimentos urbanos sensíveis, como os traços de coreografias existentes entre os transeuntes, o trânsito e os veículos de transporte, utilizados como metáforas (des)locadas na narrativa dançante. Nesta investigação, tanto o cineasta quanto seu filme, tornam-se veículos de um pensar-fazer cinema autoral.