CRIATIVIDADE E INTELIGÊNCIA: uma relação para a imaginação criadora
A intenção da pesquisa é discutir a relação entre criatividade e inteligência, e como essa relação influencia na dimensão cognitiva do indivíduo. Se justifica pela observação de como a história do desenvolvimento humano priorizou a mensuração da inteligência por meio de testes que indicassem o grau da quoeficiência intelectual. A inteligência, conforme Santrock (2004), é a capacidade de resolver problemas, e de se adaptar às novas configurações linguísticas, sociais e educativas. Contudo, os testes de Q.I. são ferramentas que podem criar estereótipos e expectativas negativas. Guilford (1983) considerou que o talento criativo não era uma questão de inteligência e de Q.I.; rejeitou os tradicionais testes e criou seu próprio teste de criatividade, defendendo a importância da descoberta, na infância, do potencial criativo. A criatividade pode ser definida como potencial de sensibilidade e de leitura que inclui as vivências do sensível que se abre do sensorial ao intelectual. Esse potencial aprofunda o raciocínio ligando-o ao intuitivo, e permite a vivência do próprio ser da sua ação criativa (MOREIRA, 2016). Assim, criatividade e inteligência estabelecem uma relação não-excludente, pois a primeira estimula a segunda e não a nega. A criatividade potencializa a inteligência e busca, por ela, possibilidades de leitura do mundo.