Colossais: que expressam os monstros? Uma aproximação entre os filmes Godzilla e Colossal.
Este trabalho pretende aproximar os filmes Godzilla (1954) e Colossal (2017), através da produção teórica de Jeffrey Jerome Cohen, presente em a Pedagogia dos Monstros (2000). O autor desenvolve sua tese visando a definir um arquétipo de monstro em termos de uma teoria cultural. Para ele, os monstros são figuras que nos pedem uma reavaliação dos pressupostos políticos e culturais sobre raça, gênero, sexualidade e nossa percepção da diferença. É nesse sentido que a figura do monstro em Godzilla é definido por Morris Low como expressão do pós-guerra japonês em: The Birth of Godzilla: Nuclear Fear and the Ideology of Japan as Victim (1993). Susan J. Napie segue leitura semelhante em: Panic Sites: The Japanese Imagination of Disaster from Godzilla to Akira (1993). Pretende-se estabelecer relação entre os artigos supracitados e o monstro do filme japonês de 1954. Também será implementada discussão entre a construção do monstro do longa-metragem Colossal e textos presentes em: Discussing Women’s Empowerment – Theory and Practice, que abordam o empoderamento feminino. Assim como o filme Godzilla nos pede uma reavaliação do pós-guerra, Colossal o faz com a questão dos gêneros. Após isso, pretende-se vincular tais discussões à tese desenvolvida por Cohen (2000).