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AS REPRESENTAÇÕES DA CRISE: Interseção de fontes literárias

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Até o século XVIII o pensamento de Aristóteles toma a dianteira na história do pensamento estético. Considerava-se que a literatura assentava na “‘imitação da realidade’ (AGUIAR & SILVA, 1976, p.144). Na segunda metade do referido, tal doutrina entra em declínio: o poema “volve-se em revelação da interioridade do poeta, mediante um processo criador” (AGUIAR & SILVA, 1976, p.144). Desde então, a mímesis vem sendo trabalhada de maneiras diversificadas. No afã de revelar os déficits da mímesis da representação, escritores enveredam-se pelos caminhos do dialogismo. O que foi reprimido pela mímesis da representação, aparece. Assim, no lugar da “Iracema”, aparece “Macunaíma”. A Crise já podia ser representada. Outra tendência desenvolvida é o ato de mimetizar a própria escrita, a fim de fazer ver que o texto é um artefato que pode revelar aspectos do sistema representacional, sem a pretensão de ser seu porta-voz e, ainda, expor o caráter arbitrário desta construção. Essa metalinguagem abriu espaço para que a forma do texto, pudesse representar a Crise. Barthes chamou a este tipo de literatura “mimesis da produção”. Objetiva-se com este estudo rastrear e produzir um corpus teórico sobre o nosso entendimento da forma e do tema que mimetizam a Crise.