As desigualdades se multiplicam
O presente trabalho revela uma pesquisa voltada ao desvelamento de práticas de desigualdades ainda pouco desmascaradas. Assim, a pesquisa objetivou: conhecer o conceito de desigualdade escolar, relacionando-a com possíveis categorias explicativas (desigualdade social, dualidade escolar, violência simbólica, entre outras); e analisar as funções educativas buscadas pelas escolas e formas de organização escolar adotadas por elas, via políticas públicas. A investigação se desenvolveu numa abordagem qualitativa de caráter interpretativo e envolveu estudo bibliográfico, fundamentando-se em Bourdieu e Passeron (2013) Dubet (2003), Lahie (2008), Valle (2015), dentre outros. A pesquisa mostrou que temos muitos desafios para pensar e repensar a escola, já que a desigualdade é algo latente no seu interior. O Estado instrumentaliza a escola na lógica do mercado e professores ainda revelam pouca clareza frente a tal processo de inculcação. As desigualdades escolares forjam-se no bojo da violência simbólica e, portanto, de difícil desvelamento, o que acarreta numa naturalização pelos vencidos e vencedores, professores e alunos, enfim, todos somos alvos dessa estrutura desigual. Como resultado desta abordagem apresenta-se uma releitura de como acreditamos estar sintonizado a geração de desigualdades sociais no bojo da escola pública.