ALEJANDRA PIZARNIK E A POESIA DO EXÍLIO: UMA LEITURA DA MOBILIDADE
Alejandra Pizarnik poeta lírica latino-americana exilou-se em Paris de 1960 a 1964, período caracterizado pelos regimes ditatoriais na América Latina e Europa. Este trabalho propõe que processo de exílio, desde sua concepção, colaborou para uma poética em que a mobilidade é a força motriz. A noção de “entrelugar” de Silviano Santiago (2000) possibilita a compreensão da experiência de Pizarnik como latino-americana que vivenciou através do texto a instabilidade de ser estrangeira. Para Otmar Ette (2015) a “poética do movimento” está ligada a um modo “coreográfico”, no qual o ápice, a chegada e a partida são altamente semantizados. Zilá Bernd (2010) observa que espaço, tempo e discurso, são pontos de partida para análise sob a perspectiva da mobilidade cultural. Edward Said (2003) ressalta a dificuldade de se experienciar o exílio, experiência na qual algo é sempre perdido e deixado para trás. A leitura de seus poemas pode ser relacionada ao seu processo de subjetivação, nos contextos de origem e exílio.