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A CIÊNCIA SEM NOME DE ABY WARBURG: DISCUSSÕES ACERCA DO “PENSAR A IMAGEM”

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O presente artigo tem como objetivo discutir a mudança ocorrida no campo da história da arte e no trato com imagens iniciada pelas propostas do historiador da arte hamburguês Aby Warburg. A escrita da história da arte tem início com Vasari, sendo estruturada por Winckelmann dois séculos depois e confrontada pela pesquisa de Warburg, ao final do século XIX e início do XX. Os conceitos warburguianos de Pathosformel (fórmula do páthos) e Nachleben (sobrevivências) guiarão a discussão relacionada ao problema da recepção apontado por ele e, posteriormente, trabalhado por Hans Belting e Georges Didi-Huberman. Esses dois historiadores da arte, tratam das posturas humanas diante das imagens sob uma abordagem antropológica da imagem. O alemão Belting trata, inclusive, das relações entre picture e image, meio e imagem no contexto de sua proposta de Antropologia da Imagem. O francês Didi-Huberman fala sobre uma imagem que devolve o olhar ao seu observador e traz sob a forma da metáfora do pescador de pérolas uma proposta para o pesquisador interessado no trabalho com imagens. Por fim, essa metáfora será relacionada ao paradigma indiciário do historiador italiano Carlo Ginzburg, que apresenta uma sugestão diferente, posicionando o historiador como um investigador.