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Neste artigo busca-se elucidar a inter-relação entre arte e sustentabilidade. Para tanto, observa-se, primeiramente, a conceituação de sustentabilidade segundo, sobretudo, o relatório de Brundtland (1987) e o Manifesto de Tutzinger (2001); no intuito de, então, engendrar o vínculo entre os dois campos e traduzir a relevância do indivíduo artista como capacitado a transmitir ideias, valores e existências através de signos os quais articulam-se com a sociedade para a produção de novos saberes. Ademais, recorrendo aos apontamentos de Sacha Kagan perante a estética da sustentabilidade e das práticas de arte ecológica, juntamente com as notas de Jorge Larrosa acerca da experiência e o saber da experiência, visa-se compor a fundamentação teórica do escrito afirmando a indispensabilidade da reformulação dos valores basilares da sociedade contemporânea, segundo a construção de uma sensibilidade reflexiva a qual é capaz de conectar diferentes áreas da existência produzindo uma cultura mais sustentável.
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