Este trabalho foi publicado pelo Galoá e tem um DOI depositado. Para citar este trabalho, use um dos padrões abaixo:
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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!A hanseníase é uma doença infecciosa crônica, causada pela Mycobacterium leprae, que afeta pele e nervos periféricos, ainda marcada por forte estigma social. O preconceito e a exclusão histórica, como o isolamento compulsório, agravam os impactos psicológicos, como ansiedade, baixa autoestima e sofrimento mental. Este estudo busca compreender a percepção do paciente com hanseníase no contexto da saúde mental e tem como motivação questionamentos relacionados à saúde mental de pessoas com hanseníase: “O diagnóstico traz impactos psicológicos?”. Trata-se de um estudo qualitativo desenvolvido em uma instituição de referência para tratamento da hanseníase. Participaram 27 pacientes que responderam a uma entrevista por meio de um questionário, sendo utilizado amostra parcial de 9 entrevistas. O estudo evidenciou idades compreendidas entre 40 e 78 anos, sendo o sexo feminino maioria na amotra (55,56%), autodeclarados pretos (66,67%) e pardos (33,33%), solteiros (44%) e analfabetos (44%). Os resultados deste estudo revelam questões importantes relacionadas à vivência dos pacientes durante o diagnóstico, tratamento e pós-alta para acompanhamento das sequelas, pois indica que mesmo sendo uma doença com tratamento disponível e possibilidade de cura, essas pessoas ainda podem viver com dor, sofrem problemas de baixo autoestima, vergonha, medos, preocupações que trazem impactos que transformam seu cotidiano pessoal, social e familiar.
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