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Introdução: Para além do sofrimento físico, é comum que os pacientes inseridos em um prognóstico de terminalidade acabem adentrando em um sofrimento espiritual. Isto é, uma perda da compreensão e do sentido daquilo que ele mesmo entende como transcendente. A Pastoral Hospitalar, por sua vez, desempenha um papel importante neste processo, no intuito de trazer apoio para os pacientes e familiares inseridos neste contexto, a fim de minimizar as angústias causadas por este cenário. Objetivo: Salientar a importância da promoção do exercício da espiritualidade para os pacientes com prognóstico de fim de vida. Método: Relato de experiência. Desenvolvimento: A terminalidade é uma experiência observada no outro que, quando se aproxima, suscita não somente no indivíduo que está enfrentando esta realidade em si, mas também naqueles que acompanham de perto este contexto, angústias e ansiedades sobre o que é transcendente. Diante disso, é papel da pastoral hospitalar não trazer respostas prontas ou verdades dogmáticas, mas sim promover o exercício da espiritualidade dentro de cada realidade, compreendendo que cada paciente entende sua fé de modo particular. Proporcionar encontros que visam possibilizar práticas religiosas, compreender seus ritos e possuir um olhar atento e aberto ao outro é fundamental para um atendimento espiritual que busca abarcar o indivíduo em sua totalidade. Conclusão: Oportunizar ao paciente o exercício de sua espiritualidade neste contexto torna o processo de finitude mais digno e humanizado, busca sentido no sofrimento oriundo do adoecimento e traz conforto para aqueles que enfrentam esta etapa da vida.
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