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Introdução: Autonomia é um dos princípios da bioética. Nos últimos 50 anos tem se discutido de forma mais ampla. (MADEIRA, 2011)
Objetivo: Com a tecnologia, muitas crianças com doenças crônicas congênitas ou adquiridas tem tido maior sobrevida. Muitas vezes às custas de longos e dolorosos períodos de tratamentos e com queda na qualidade de vida. (STEIN, 2019)
Quais os limites para inclusão da criança/adolescente na tomada de decisões sobre o próprio quadro clínico? Assim como os pais, os médicos envolvidos nesse cuidado também tem responsabilidade clínica e ética para com esse menor. (MADEIRA, 2011)
Método: Relato de caso. Adolescente, 18 anos à época do trabalho. Quadro de displasia renal bilateral congênita com doença renal crônica. Submetida a tratamentos, cirurgias, transplante renal, hemodiálise e diálise peritoneal, diversas internações desde o nascimento.
Desenvolvimento: A comunicação é condição básica para o convívio em sociedade. Em pediatria, a tendência ao cerco do silêncio com intuito de proteção, na verdade, gera medo, fantasias, frustrações. (DALTON, 2019)
Autonomia e respeito ao indivíduo caminham juntos. Logo, sem incluir a criança/adolescente no processo de decisão sobre sua condição de saúde, não seria possível exercer de forma efetiva a bioética. (MOTA, 2017)
Conclusão: Esta discussão é ampla e ainda pouco discutida. Levar em consideração idade, capacidade cognitiva, compreensão da situação e ponderações em cada possibilidade. Lembrar do apoio da equipe multidisciplinar, questões sociais, emocionais, espirituais estão comumente envolvidas.
Considerar os melhores interesses das crianças/adolescente, considerando o ECA e comitês de ética/bioética, até mesmo para questionar os pais se a condição de saúde da criança estiver em risco. Apesar de possível, uma decisão judicial pode quebrar vínculos e prejudicar ainda mais o tratamento da criança/adolescente. Usar como último recurso, apenas. (KIPPER, 2015)
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