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Introdução: O excesso de peso e a obesidade são considerados fatores de risco que podem afetar negativamente, de forma direta ou indireta, diversas funções do organismo. O cuidado ofertado às pessoas com obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS) passa por diversos desafios, sendo necessárias a qualificação e a construção de uma equipe multiprofissional para assim, conscientizar o(a) usuário(a) a assumir o protagonismo de seu tratamento. Além das atividades educativas, outra estratégia que pode ser adotada no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS) é a implementação das Práticas Corporais e Atividades Físicas (PCAF) e as Práticas Integrativas e Complementares (PICS) do SUS. A dança, sendo um importante elemento das PCAF e que também está inserida nas PICS, pode ser uma atividade que leva o(a) praticante a ter diversas sensações, possibilitando vínculos com a prática que vão além da expectativa por benefícios biológicos, como a perda de massa corporal. Sabendo dos benefícios que a modalidade pode proporcionar ao(à) usuário(a) e pelo fato da APS ser o ponto principal de cuidado integral da população, a inserção desta prática pretende auxiliar as pessoas com obesidade, mostrando suas potências e capacidades, por meio do movimento. Objetivo: Relatar a experiência de desenvolvimento de um grupo de dança para pessoas com sobrepeso e obesidade na APS. Procedimentos metodológicos: O grupo “Ritmos da Saúde” faz parte de um projeto de mestrado da Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP-USP), voltado para pessoas com sobrepeso e obesidade. As aulas foram organizadas para acontecerem duas vezes na semana, com duração de 60 minutos cada, em uma Unidade de Saúde da Família (USF), no Distrito Oeste da cidade de Ribeirão Preto/SP. O projeto foi divulgado durante 1 mês nas USF e também nas redes sociais. Resultados: Foram recrutadas 12 participantes, sendo todas do gênero feminino, com idade média 53 (desvio padrão = 15) anos e IMC 36,6 (desvio padrão = 3,89) kg/m². As participantes realizaram as avaliações físicas e iniciaram as aulas de dança. Já foram realizados um total de 10 encontros . Na primeira aula, foi perguntado às participantes como estavam se sentindo antes e após a dança. Nas respostas escritas, antes da prática, apareceram as palavras “cansada, estressada”, “desanimada”, “. Após a prática, as palavras mencionadas incluíram “leve, feliz”, “ótima”. Conclusão: O movimento vinculado com a música, pode beneficiar a praticante promovendo a melhora da percepção do bem-estar, autoestima e a autoconfiança, com isso, acredita-se que o projeto Ritmos da Saúde pode se mostrar de grande importância para a saúde destas participantes, não apenas no contexto físico, mas também no âmbito da saúde mental e social.
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