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Publicações sobre a pandemia trouxeram exemplos de estratégias remotas e virtuais pensadas, sugeridas e divulgadas para mitigar os efeitos deletérios desse período (Côrte et al., 2020). Além de abordar conteúdos específicos, professoras(es) aprenderam e ensinaram a lidar com a doença, tecnologias e formas de interagir nas e com ferramentas digitais (atualizadas continuamente). Trazer estratégias, desafios e formas de superação no ensino da Educação Física (EF) durante a pandemia na região nordeste é o objetivo deste relato de experiência. Como metodologia, foi utilizada uma perspectiva da pesquisa documental, tendo como fontes documentos utilizados pela primeira autora como professora do ensino básico, dialogando com fontes bibliográficas. Uma forma de superação deste contexto pandêmico refere-se ao incentivo à participação em atividades extensionistas, promovidas pelos setores educacionais (concursos, eventos artístico-culturais virtuais) e universidades (Festivais de Ginástica para Todos) nas quais as(os) alunas(os) puderam interagir com a comunidade, incluir familiares e amigos nos processos e nas produções coreográficas (Souza; Marinho, 2022). Com relação às estratégias didáticas, buscou-se atender ao público com e sem acesso à internet, materiais virtuais, aulas síncronas e às tecnologias necessárias, realidade identificada em várias localidades (Godoi et al., 2021). Paradoxalmente, o que foi solução também foi desafio, pois a velocidade de inovações gerou desgastes em profissionais e seu público (Madrid et al., 2021), apesar da disponibilidade em aprender. Professoras(es) buscaram conhecimento sobre metodologias ativas e ferramentas digitais para se atualizarem, facilitar tarefas e tornar o ambiente acolhedor (Oliveira; Araújo, 2024), aproveitando oportunidades gratuitas online, mesmo sendo difícil equilibrar demandas profissionais e pessoais. Enquanto na Bahia, materiais didáticos concebidos pelo setor público incluíam EF a partir do 6º ano (Bahia, 2021), em algumas localidades houve a falta de material adequado às demandas da EF (Impulsiona, 2020). A partir desses materiais, adaptações ao público e localidade foram feitas para confeccionar módulos quinzenais, com imagens, linguagem facilitada, feedback personalizado para a versão impressa, buscando interação com a/o estudante de diversas formas. Sobre a prática corporal, houve esforços para torná-las remotas, mas com cuidados, devido aos diferentes contextos de prática das/os estudantes (domicílios ou espaços urbanos/rurais). Conteúdos de ginástica, esportes, jogos, danças, lutas, práticas de aventura, saúde, lazer, manifestações culturais e temas que os atravessam, foram abordados. Tratar de alguns conteúdos, como esporte, foi desafiador, sendo explanado com uso de slides, vídeos, para caracterizar modalidades, facilitar o entendimento conceitual e discutir temas afins (Oliveira; Araújo, 2024), sendo a prática facilitada às modalidades individuais. Apesar das limitações de contato (tanto por câmera quanto na comunicação) e menor participação de estudantes, recursos avaliativos como feedbacks imediatos, autoavaliações, participação em eventos virtuais, em atividades com a produção de mídias individuais e coletivas, avaliação via formulários e gamificada (Fernandes; Strohschoen, 2022; Instituto Península, 2024) foram realizados. Finalmente, consideramos que o esforço contínuo de profissionais da educação para adequar-se e superar os desafios impostos, tornou possível viabilizar a continuidade das aulas de EF nesta e outras realidades (Santos et al., 2021) e o conhecimento gerado pode auxiliar, mas não substituir experiências corporais no processo de ensino-aprendizagem (Oliveira; Araújo, 2024).
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