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O ano de 1998 é marcado por uma brusca mudança na organização federativa, com objetivo de ganhar força política e tornar-se esporte olímpico, a Ginástica Acrobática (GACRO), é incorporada à Federação Internacional de Ginástica (FIG). A Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), na gestão do então presidente Fernando Augusto Brochado (1985 a 1988), regendo-se por estatuto (ART 8º), com arrimo na lei nº9.615, de 24 de março de 1998 e Decreto Federal nº7.984/2013, promove a inclusão da GACRO na CBG, que se torna responsável por dirigir, difundir, promover, organizar e aperfeiçoar a modalidade em território nacional. Somente após sete anos sob responsabilidade da CBG, em 2005, são encontrados indícios da formação do primeiro comitê técnico da modalidade e, da realização dos primeiros eventos nacionais promovidas pela instituição. Estudos recentes apontam diversas problemáticas em relação ao desenvolvimento da GACRO no cenário nacional, mais precisamente, são destacadas limitações de ordem administrativa e escasso investimento por parte das instituições federativas, dificultando seu desenvolvimento. Após 26 anos de sua admissão na CBG, e quase 20 anos após a realização do primeiro evento nacional, este estudo[1] investigou a institucionalização e ações federativas para o desenvolvimento da GACRO na CBG. Estudos dessa natureza são relevantes não apenas como um importante registro histórico, mas também para entendermos a dinâmica institucional e como ela nos auxilia a compreender os avanços e as lacunas nesse período, oferecendo ainda a oportunidade de reflexões sobre o futuro dessa prática. Os resultados são parte de uma pesquisa qualitativa mais ampla, e foram obtidos por meio de pesquisa documental e pesquisa de campo, na busca por informações sobre: cursos, competições, ações complementares e propostas para prática e disseminação da GACRO em território nacional. A pesquisa de campo foi desenvolvida com membros do comitê técnico da GACRO da CBG e treinadores da seleção nacional desta modalidade, por meio de questionário e entrevista semiestruturada, a respeito das iniciativas adotadas por estes membros e pela instituição esportiva em si para o desenvolvimento e disseminação da GACRO no Brasil. Os resultados obtidos identificam gradual desenvolvimento da GACRO, embora ainda sem um processo ordenado de ações para o desenvolvimento da modalidade nas federações estaduais filiadas. Os profissionais que atuam voluntariamente no comitê técnico da modalidade junto à CBG, contribuíram para importantes iniciativas e mudanças administrativas, no entanto, ainda existem dificuldades e fragilidades nesta estrutura ainda amadora na GACRO, que precisam de maior atenção por parte das instituições gestoras envolvidas para o desenvolvimento da modalidade da iniciação esportiva ao alto rendimento, discutindo com as federações estaduais ações institucionais e não pessoais e pontuais de treinadores, principalmente concentrados em poucos estados.
[1] “O presente texto não contou com apoio financeiro de nenhuma natureza para sua realização”
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