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Surfe adaptado (SA) é como se denomina a prática em que pessoas com deficiência (PCD) deslizam ondas sob suas pranchas. Já o parasurfe (PS) é o contexto competitivo em que se faz presente um sistema de classificação funcional. No Brasil, há um time de atletas com elevado desempenho, dado os resultados nos campeonatos mundiais, e em âmbito nacional as competições também possuem alto nível. No dia 08 de agosto de 2024, se iniciava, no município de Cabedelo-PB, o Campeonato Brasileiro de Parasurf, promovido pela Confederação Brasileira de Surf (CBSurf). O presente trabalho traz um relato de experiência em que o primeiro autor teve a oportunidade de atuar como staff no campeonato, já que o tema de sua pesquisa contempla a trajetória de atletas do PS brasileiro. No primeiro dia, a equipe de staffs foi apresentada e passou por um treinamento sobre procedimentos de segurança, alguns códigos de comunicação e os suportes necessários aos atletas durante a competição. Parte da equipe, com mais experiência, cumpria a função dentro d’água, enquanto o restante auxiliava nos outros locais. O evento contou com diversas parcerias como uma organização não governamental que trouxe a equipe de staffs, uma faculdade de fisioterapia local que ofereceu atendimento aos atletas, e a Secretaria da Pessoa com Deficiência da cidade de Cabedelo, que deu suporte na execução do campeonato. Havia atletas e equipes de todo litoral brasileiro, de norte à sul, com diferentes faixas etárias, abarcando experientes e iniciantes. As instalações do evento contavam com os aspectos do Design Universal para o surfe adaptado, como esteiras de acesso na areia, cadeiras anfíbias e banheiros adaptados. Além disso, havia a presença da CBSurf TV que fez a cobertura do evento, transporte do hotel para o campeonato, serviço de alimentação, entre outros aspectos positivos da gestão. Um dado observado foi o baixo número de mulheres disputando as baterias, algumas vezes tendo apenas uma atleta por classe, sendo que houve classes sem atletas. É fundamental dedicar atenção ao fortalecimento de ações afirmativas voltadas especificamente para as mulheres, considerando suas necessidades para acessar e ocupar a modalidade, respeitando e apoiando suas escolhas e interesses individuais. De qualquer forma, o time brasileiro atualmente é uma potência na modalidade, porém é necessário um maior investimento no PS como um todo, nas fases de desenvolvimento do paradesporto, nos locais de atração, na capacitação de profissionais qualificados, entre outras condições. Poder partilhar momentos do paradesporto com atletas e outros atores no campeonato brasileiro foi uma experiência considerável. Pessoalmente, a competição foi de suma importância, tanto para ter contato direto com a modalidade, podendo compreendê-la de forma mais integral, quanto para ter acesso aos participantes colaboradores da pesquisa e estabelecendo relações para as futuras entrevistas, principal dado da dissertação. A partir dessa experiência, objetiva-se ter elementos para refletir maiores possibilidades de acesso do SA e PS à sociedade.
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