DIÁLOGO E EXPERIMENTAÇÃO DE PRÁTICAS CORPORAIS INDÍGENAS NO CONTEXTO DE UMA ESCOLA DE APLICAÇÃO EM BELÉM DO PARÁ

- 321206
Pôster
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

Este relato apresenta uma experiência pedagógica realizada na Escola de Aplicação da UFPA, com o objetivo de ampliar o conceito de práticas corporais indígenas nas aulas de educação física, através de uma perspectiva crítica de multiculturalismo. A experiência foi desenvolvida no contexto do estágio obrigatório, com alunos do 3º ano do ensino médio, e teve como foco principal a discussão da diversidade cultural, destacando jogos indígenas. A proposta surgiu da necessidade de descolonizar o currículo escolar, conforme a Lei 10.639/03, que exige o ensino da cultura afro-brasileira e indígena nas escolas, ampliando o entendimento da pluralidade cultural presente no Brasil. A metodologia utilizada consistiu em um relato de experiência, embasado por registros diários (diários de bordo) que refletiam sobre a prática pedagógica e os desafios enfrentados durante as aulas. As fontes de pesquisa incluíram fotografias e vídeos, buscando documentar e comprovar a realidade vivenciada pelos alunos. A aula foi dividida em momentos teóricos e práticos: inicialmente, uma abordagem conceitual sobre diversidade cultural, seguida de práticas corporais relacionadas aos jogos indígenas, como a corrida de tora, o cabo de guerra, o arco e flecha e o arremesso de lança. Durante a execução das atividades, os alunos tiveram a oportunidade de interagir com saberes indígenas, como o uso de materiais típicos e a presença de um estudante indígena da etnia Wai Wai, que contribuiu com conhecimentos sobre a confecção de instrumentos e o contexto cultural dos jogos. A proposta buscou ainda estabelecer um diálogo com os conteúdos exigidos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), estimulando a reflexão crítica sobre a cultura indígena, e incentivando os alunos a refletirem sobre sua própria realidade. A atividade prática, realizada em diversos espaços da escola, foi importante para promover a vivência de experiências corporais e culturais alternativas, enfatizando a flexibilidade dos jogos indígenas, que podem ser adaptados conforme o contexto e recursos disponíveis. A conclusão desta experiência pedagógica enfatiza a importância de uma abordagem educacional que rompa com o modelo tradicional e hegemônico, reconhecendo as diversas realidades culturais, sociais e físicas dos alunos. A inclusão das práticas culturais indígenas nas aulas de educação física contribui para a valorização da diversidade e para a formação de um ensino mais inclusivo e sensível às especificidades do Brasil, proporcionando aos alunos a oportunidade de vivenciar diferentes manifestações culturais, ampliando seus horizontes e desafiando noções rígidas sobre o que constitui a educação física. A descolonização do currículo, como proposto neste relato, é fundamental para formar cidadãos mais críticos, conscientes e respeitosos das múltiplas culturas que compõem a sociedade brasileira.

Compartilhe suas ideias ou dúvidas com os autores!

Sabia que o maior estímulo no desenvolvimento científico e cultural é a curiosidade? Deixe seus questionamentos ou sugestões para o autor!

Faça login para interagir

Tem uma dúvida ou sugestão? Compartilhe seu feedback com os autores!

Instituições
  • 1 Universidade Federal do Pará - UFPA
  • 2 Universidade Federal do Pará
Eixo Temático
  • Educação Física e Escola
Palavras-chave
Práticas Índigenas
Educação Física
Diversidade Cultural
Descolonização
Inclusão