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INTRODUÇÃO. Fatores associados à composição corporal de praticantes recorrentes de determinadas modalidades são amplamente estudados com o intuito de obter uma melhor compreensão do padrão corporal associado a cada modalidade. Uma avaliação mais precisa e específica da composição corporal total de um indivíduo pode ir muito além do peso corporal exclusivamente, e para isso existem diversas formas de obtenção de dados que mostrem detalhadamente dados como percentual de gordura ou também massa magra, o que se faz extremamente importante no contexto esportivo. No atletismo, o estudo e entendimento da composição corporal de seus praticantes também é explorado, visto que diversas capacidades físicas são necessárias em conjunto para a prática contínua da modalidade. Diante da especificidade de determinadas provas, é de extrema importância que seja confirmada a correlação entre o desempenho e a composição corporal. OBJETIVO. Avaliar a composição corporal de praticantes de atletismo e obter a correlação da velocidade associada ao percentual de gordura corporal através de dobras cutâneas, utilizando a equação de Thorland (1984), assim como ao IMC (Índice de Massa Corporal). METODOLOGIA. 52 praticantes de atletismo de ambos os sexos, com idade média de 17.94 anos e desvio padrão de 2.92, e frequência mínima de 3 sessões semanais de treino, foram submetidos à avaliações antropométricas de peso, altura e composição corporal através de dobras cutâneas, assim como testes de desempenho físico de velocidade em sprint de 50 metros. Foi utilizada a análise de correlação de Spearman para medir o grau de associação entre duas ou mais variáveis, através do software Graphpad Prism 8.0.1. RESULTADOS. Após a realização dos testes de desempenho físico e composição corporal, os valores obtidos foram analisados e obteve-se um valor de correlação de r = 0.71, considerado forte, entre os dados de velocidade e percentual de gordura corporal. Já a respeito do IMC (Índice de Massa Corporal), valor que relaciona apenas a massa corporal total com a altura do indivíduo, a correlação obtida para a velocidade foi de r = 0.25, valor considerado de uma correlação fraca, de acordo com o mostrado pela literatura. CONCLUSÃO Diante do exposto, o presente estudo mostra uma correlação forte entre os dados analisados de velocidade e o percentual de gordura, porém uma correlação fraca entre a velocidade e o IMC, sendo assim, a necessidade e a periodicidade de avaliações específicas é de suma importância para que se consiga analisar, ao longo das fases da periodização dos treinos, para que, dessa forma, o objetivo final seja atingido, que é melhorar o desempenho e desenvolvimento dos atletas envolvidos.
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