VULNERABILIDADES E PREVENÇÃO DA DEMÊNCIA: MAPEAMENTO DE FATORES DE RISCO MODIFICÁVEIS EM PESSOAS IDOSAS NA ATENÇÃO ESPECIALIZADA DO SERVIÇO PÚBLICO NO DISTRITO FEDERAL

Vol 3, 2025 - 224223
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Resumo

Apresentação/Introdução A demência afeta 8,5% das pessoas idosas no Brasil. Estima-se que até 40% dos casos possam ser prevenidos com a modificação de fatores de risco ao longo da vida. Conhecer a prevalência desses fatores é o um passo importante para orientar ações intersetoriais de prevenção e promoção da saúde cognitiva, diante do avanço do envelhecimento populacional. Objetivos Identificar a prevalência de fatores de risco para demência em pessoas idosas atendidas no serviço público de acolhimento do Ambulatório de Geriatria e Gerontologia da região Oeste de Saúde do Distrito Federal. Metodologia Estudo observacional, transversal e descritivo, realizado entre 2024 e 2025 com dados de 130 pessoas idosas atendidas no serviço de acolhimento do Ambulatório de Geriatria e Gerontologia da Região Oeste de Saúde do Distrito Federal. Foram incluídos indivíduos com 60 anos ou mais. Aplicou-se um questionário estruturado com perguntas dicotômicas (sim/não) sobre fatores de risco modificáveis para demência: baixa escolaridade, perda auditiva e visual, dislipidemia, hipertensão, diabetes, obesidade, depressão, inatividade física, tabagismo, consumo excessivo de álcool e isolamento social. Os dados foram analisados por estatística descritiva, por meio de frequências absolutas e relativas. Resultados A média de idade foi de 78,98(±6,97) anos, com predominância do sexo feminino (66,9%). Em relação aos fatores de risco, 26,2% não assinavam o próprio nome e 13,8% assinavam, mas não sabiam ler. Dificuldade auditiva foi referida por 51,9% dos participantes e problemas visuais por 84,7%. Dislipidemia, hipertensão e diabetes foram relatadas por 51,9%, 84,6% e 43,8%, respectivamente. Além disso, 45,4% apresentaram diagnóstico de depressão, 47,7% relataram sentir solidão e apenas 13,8% praticavam exercícios físicos. O tabagismo e o consumo de álcool foram baixos, com prevalências de 3,8% e 1,5%, respectivamente. Conclusões/Considerações Identificou-se elevada prevalência de fatores de risco modificáveis para demência, evidenciando a vulnerabilidade social da população atendida. O diagnóstico situacional realizado na atenção especializada reforça a importância do papel estratégico da atenção primária, ao revelar fatores sensíveis à prevenção que podem ser identificados e abordados precocemente nesse nível de cuidado.

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  • Eixo 14 - Envelhecimento e saúde