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Apresentação/Introdução A subjetividade, composta por fluxos, mobilizam o desejo e constrói territórios existenciais. A violência, por outro lado, se baseia na estagnação desses fluxos de desejo, assujeitando mulheres à uma lógica de relação de poder, aprisionando-as a um modo de ser e estar no mundo. Essas exigências impostas pelas tecnologias de gênero reservam sofrimento mental e existencial às mulheres. Objetivos Compreender os desdobramentos da violência de gênero no processo de subjetivação de mulheres vitimizadas ao longo de suas vidas. Metodologia Estudo de Revisão Integrativa sobre a subjetivação de mulheres em contexto de violência de gênero. Por meio da estratégia PICo a pergunta de pesquisa foi: “como a vivência da violência ao longo da vida atravessa a subjetividade de mulheres?”. Empregou-se os Descritores “Mulher”, “Violência Doméstica” e “Subjetividade”, combinados entre si pelo operador booleano AND. Pesquisou-se nas bases PubMed, Periódicos Capes e BVS Saúde. Critérios de inclusão: artigos publicados em português e inglês; nos últimos 5 anos (2019-2024) e disponibilizados de forma gratuita e na íntegra. E exclusão: resultados duplicados, publicações fora do recorte temático, teses e dissertações. Resultados Ao final do processo, 6 publicações foram selecionadas. Emergiu uma categoria essencial: caminhos de subjetivação. As produções evidenciaram que as linhas de poder social e historicamente estabelecidas na cultura ocidental exercem efeitos sobre a subjetividade das mulheres. O tornar-se mulher faz parte de um processo interpelado por mecanismos de poder, a qual a violência de gênero faz parte, que conformam subjetividades e delineiam formas de estar-no-mundo. Esse lócus é um importante fator de vulnerabilização para mulheres. O cotidiano da violência intensifica as repercussões em suas relações interpessoais e conjugais, em um movimento de heterocentramento, gerando sofrimento. Conclusões/Considerações A violência de gênero possui forças para estruturar relações e existências. Os modos de subjetivação circunscritos ao ser mulher nessa conjuntura, reserva aos corpos femininos graus de sofrimento psíquico e identitário. Há a necessidade do cuidado à saúde da mulher considerar a dimensão subjetiva, forjada nas relações sociais de iniquidade em sua trajetória, logo, um cuidado em perspectiva integral e intersetorial.
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