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Apresentação/Introdução A saúde mental das travestis e mulheres trans tem especificidades e demandas que se sobrepõem às múltiplas violências sofridas cotidianamente. Assim discutir a violação dos Direitos Humanos (DH) e Saúde mental (SM) nesta população, como fatores estressores, é fundamental para avançar nas políticas públicas de saúde e sociais, que acolham com humanidade e respeito aos direitos dos usuários do SUS. Objetivos O objetivo foi investigar, entre das travestis e mulheres trans, as violações dos Direitos Humanos, violências e saúde mental, características socioeconômicas e demográficas, acesso à saúde, história da transição de gênero e seus planos de vida. Metodologia As 18 entrevistas semiestruturadas ocorreram de agosto/2022 a novembro/2024. As participantes: travestis e mulheres trans com idade acima de 18 anos residentes de São Gonçalo, Niterói e Rio de Janeiro. Buscou-se participantes em serviços de saúde/assistência, onde se encontrou travestis acima dos 50 anos, já nas universidades, projetos e ongs, achamos as mais jovens. Houve dificuldade de encontrar as participantes, superada com a oferta de vivências e atividades de interesse das participantes, ou voltadas para a saúde (testagem de IST, saúde bucal, sociabilidade, capacitações, oficinas etc.). Resultados Idade das participantes foi de 20 a 72 anos, a maioria era parda e com idade abaixo dos trinta anos, mas a participação de travestis com mais de 50 anos surpreendeu. As mais velhas têm com curso superior e não gostam de estar em atividades juntas com as mais jovens, mas tem dificuldade de socializar. Todas as entrevistadas passaram ou passam por períodos de depressão, estresse e ansiedade; as mais jovens sem tratamento devido a dificuldades de acesso a saúde pública. As mais velhas relatam menos a violação dos direitos, ao contrário das mais jovens, que evitam sair de casa; estas fazem longa pausa para falar dos planos futuros diante circulação da informação da “idade média” das travestis. Conclusões/Considerações A saúde mental é precária entre as travestis, com episódios de depressão na vida. A violação dos Direitos Humanos e as violências têm papel central na produção de medo, ansiedade e estresse, com isso, as mais jovens e com menos recursos para acessar as técnicas de transição de gênero, evitem sair de casa. É urgente e inadiável políticas públicas de inclusão das mais vulnerabilizadas ao ensino formal, trabalho, saúde e aos direitos fundamentais.
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