TRANSFORMANDO TERRITÓRIOS EM ESPAÇOS DE CUIDADO: A EXPERIÊNCIA DAS COMUNIDADES COMPASSIVAS NO BRASIL

Vol 3, 2025 - 220724
Comunicação Oral Curta
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Resumo

Período de Realização 22 de maio de 2024 a 22 de maio de 2025. Objeto da experiência Implantação das comunidades compassivas no Brasil como dispositivo de fortalecimento da participação popular na produção de políticas públicas. Objetivos Descrever a evolução histórica da implantação das comunidades compassivas no Brasil após a publicação da Política Nacional de Cuidados Paliativos (PNCP). Metodologia As comunidades compassivas (CC) propõem uma abordagem de cuidados paliativos de base comunitária, centrada na corresponsabilidade social frente ao sofrimento, à morte e ao luto. A publicação da PNCP em 2024, marcou um ponto de inflexão na consolidação das CC no Brasil. A partir do reconhecimento oficial dessas iniciativas como diretriz estratégica do Sistema Único de Saúde (SUS), diversas experiências locais passaram a se articular com mais visibilidade, apoio técnico e institucional. Resultados As comunidades compassivas no Brasil começaram em 2018, com a Favela Compassiva Rocinha e Vidigal. Após a publicação da PNCP, o movimento se expandiu, contando hoje com 19 iniciativas presentes em todas as regiões do país. O fortalecimento comunitário ocorre pela capacitação em cuidados paliativos, promovendo educação em saúde, empoderamento e autonomia, ampliando o engajamento social e a integração com o sistema de saúde. Análise Crítica O foco das comunidades compassivas é empoderar a comunidade sobre seus direitos, informar sobre o acesso ao SUS, prevenir o sofrimento e promover conforto, ampliando o acesso aos cuidados paliativos. Elas não substituem o SUS, mas atuam como dispositivos articuladores no território, fortalecendo a rede local de cuidado e integrando ações comunitárias e serviços de saúde para garantir assistência integral no fim da vida. Conclusões e/ou Recomendações Recomenda-se fortalecer a integração das comunidades compassivas com o SUS, especialmente com a atenção primária e domiciliar, para ampliar o acesso e a qualidade dos cuidados paliativos. É fundamental desenvolver estratégias colaborativas que promovam o diálogo entre equipes de saúde e comunidades, garantindo suporte clínico, social e emocional contínuo aos pacientes e familiares.

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  • Eixo 20 - Justiça e Direito à Saúde