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Resumo

Apresentação/Introdução A infecção pelo HIV tem passado nos últimos anos por uma mudança no perfil edificando um processo de feminização, o qual deve ser considerado os diversos processos de vulnerabilidades vivenciada por mulheres de um modo geral, e que podem ser potencializadas as que são infectadas por esta enfermidade, isto ocorre principalmente pelo fato da sociedade ser dominada culturalmente pelo patriarcado. Objetivos Conhecer os processos singulares da vida e do viver de mulheres infectadas com HIV/AIDS em um município no Nordeste do Brasil. Metodologia Trata-se de um estudo qualitativo e exploratório realizado em um serviço de saúde que é referência municipal que atende doenças infecciosas em uma cidade do Nordeste do Brasil. Para participar da pesquisa precisa seguir os seguintes critérios: ser mulher com diagnóstico - HIV/AIDS, ser atendida a mais de um ano no serviço e ser maior de idade. O número de participantes (12) foi definido por saturação das respostas. Para a produção dos dados, utilizou a entrevista semiestruturada e a sua interpretação foi alicerçada na Análise temática, com a construção de uma trilha interpretativa e executada uma síntese horizontal para análise final. A pesquisa está aprovada no Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados Ser mulher e viver com a infecção do HIV se apresenta com um drama, devido o preconceito de gênero e demais estigmas relacionados à AIDS, era comum a vergonha em ser mulher e manter relações monogâmicas e ser infectada pelos parceiros, e muitas são abandonadas por este e não conseguem (re)encontrar novas relações afetivas, o que faz viver isolada socialmente. Além disso, é perceptível a responsabilidade em não transmitir a doenças para outras pessoas, e com isso, o medo de contar sobre a infecção a novos parceiros, e com isso a possibilidade de sofrer discriminação e preconceito por outras pessoas. Esta realidade produz mulheres que vivem uma tristeza permanente e um sentimento de culpa. Conclusões/Considerações O abandono e o sentimento de tristeza é uma realidade da mulher que vive com HIV/AIDS, influenciada por uma sociedade patriarcal, portanto, há uma necessidade de ressignificação da vida e a busca do enfrentamento desta realidade, portanto, o cuidado me saúde precisa garantir o manejo destas condições para que de fato oferte uma atenção a saúde integral e resolutiva.

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Eixo Temático
  • Eixo 16 - Gêneros, Sexualidades e Saúde