RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL E PRÁTICAS COLABORATIVAS: PERSPECTIVAS DO TRABALHO E DA FORMAÇÃO DO CIRURGIÃO-DENTISTA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE.

Vol 3, 2025 - 223958
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Resumo

Apresentação/Introdução A formação em residência multiprofissional é estratégica para fomentar práticas colaborativas na atuação do cirurgião-dentista, superando o modelo de trabalho isolado. Este estudo analisa como se dão essas práticas no contexto formativo da residência e na Atenção Primária à Saúde (APS), essenciais para qualificar o cuidado integral no Sistema Único de Saúde (SUS). Objetivos Analisar como se configuram as práticas colaborativas interprofissionais no trabalho e formação do cirurgião-dentista residente, a partir de sua interação com a equipe na APS. Metodologia Pesquisa em andamento, de abordagem qualitativa, exploratório-descritiva, desenvolvida em quatro serviços de saúde vinculados a um Programa de Residência Multiprofissional em Saúde que prevê 60% da carga horária na APS. Os participantes são cinco residentes da Odontologia no 1º e 2º ano de residência (R1 e R2). Os dados estão sendo produzidos por meio de observação participante do cotidiano de trabalho dos residentes na APS e entrevistas semiestruturadas. A análise de dados emprega o Método de Interpretação de Sentidos. O projeto foi aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa, CAAE nº 83606924.4.0000.5393. Resultados Os resultados parciais revelam tensões na construção das práticas colaborativas. Há potencialidades nas trocas de saberes em discussões de caso e ações coletivas. Por outro lado, surgem fragilidades: (1) percepção de exclusão da Odontologia, por vezes não integrada ao cuidado compartilhado; (2) barreiras estruturais, como a fragmentação da grade horária que impede a presença contínua no serviço; e (3) o desconhecimento mútuo dos papéis profissionais, que dificulta a identificação de oportunidades para a colaboração e leva os residentes a um sentimento de desvalorização e a uma luta constante por legitimidade e espaço na equipe. Conclusões/Considerações Conclui-se que a residência é um espaço potente, mas contraditório. Apesar da premissa de valorização do trabalho em equipe, existem barreiras estruturais e culturais que limitam a colaboração da Odontologia. Os achados apontam para a necessidade de articular estratégias pedagógicas e de gestão que, pautadas na interprofissionalidade, busquem superar as barreiras e efetivar a colaboração.

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  • Eixo 13 - Educação, Formação e Extensão em Saúde