RELAÇÃO ENTRE TRANSTORNO MENTAL COMUM E VARIÁVEIS SOCIODEMOGRÁFICAS E DO TRABALHO ENTRE PROFESSORES DA REDE ESTADUAL DE MINAS GERAIS

Vol 3, 2025 - 225121
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Resumo

Apresentação/Introdução Transtornos mentais comuns (TMC) incluem insônia, irritação e cansaço, sentimento habitualmente relacionados com quadros subclínicos de ansiedade, depressão e estresse. Professores da educação básica enfrentam desafios relacionados ao trabalho que podem causar estresse, fadiga e outros problemas de saúde. Há evidências de forte relação entre docência e TMC, afetando educadores e ensino. Objetivos O objetivo do presente estudo foi investigar os fatores associados ao TMC entre professores da educação básica da rede pública estadual de Minas Gerais (MG). Metodologia Trata-se de um recorte transversal de um websurvey longitudinal intitulado “Condições de saúde e trabalho de professores da educação básica do estado de MG: Projeto ProfSMinas longitudinal”. Um formulário eletrônico foi enviado aos e-mails institucionais dos professores participante do estudo. A coleta de dados ocorreu entre out/2023 e mar/2024. A variável dependente - presença de TMC foi avaliada pelo instrumento de rastreio Self-Reporting Questionnaire. As variáveis independentes foram agrupadas em sociodemográficas e relativas ao trabalho docente. Foi conduzida Regressão Logística Binária e o modelo final foi ajustado (α = 0,05). Estudo aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados O estudo contou com a participação de 767 professores, de 46 das 47 Superintendência Regionais de Ensino do estado de MG. Houve predomínio de professoras (71,3%) e a média de idade foi de 45,6 (± 8,9 anos). A prevalência de TMC observada foi de 48,6%. O modelo final ajustado mostrou maior chance de TMC entre os professores com jornada de trabalho de 40 horas ou mais (OR= 1,39), contratado/designado (OR= 1,63), insatisfeitos com o trabalho (OR= 3,70), que relataram indisciplina em sala de aula (OR= 2,37) e sofreram violência verbal (OR= 1,78). Por outro lado, professores do sexo masculino (OR= 0,38) e o aumento da idade reduziram essa chance (OR= 0,68). Conclusões/Considerações Os resultados revelaram alarmante prevalência de TMC entre professores da educação básica da rede pública estadual, que atingiu praticamente metade dos professores investigados. Características do trabalho revelaram-se associadas à maior chance de TMC, bem como o sexo feminino e idades mais jovens. É fundamental que políticas públicas e ações em saúde mental sejam implementadas com foco na prevenção, acolhimento e cuidado integral dos docentes.

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