RELAÇÃO ENTRE A EVOLUÇÃO DOS ACIDENTES DE TRABALHO E A PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO EM 2021 NO ESTADO DA BAHIA

Vol 3, 2025 - 220986
Comunicação Oral Curta
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Resumo

Apresentação/Introdução No Brasil, o número de Acidentes de Trabalho (AT) reduziu no ano de 2021 quando comparado ao ano anterior. No entanto, na Bahia obteve um crescimento de 470% no mesmo período. Esses acidentes de Trabalho podem chegar a evoluir para Incapacidade Temporária, Permanente, Cura e Óbitos.Presupõe que a partir do aumento da precarização de trabalho, pode-se ocorrer o crescimento da evolução dos AT Objetivos Descrever e analisar a relação entre a precarização do trabalho e a ocorrência de acidentes com óbito ou incapacidade laboral permanente no conjunto das variáveis sociodemográficas. Metodologia Os dados analisados referem-se ao estado da Bahia e foram obtidos por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Trata-se de um estudo transversal, que busca investigar fatores associados aos desfechos “incapacidade” e “óbito” relacionados à precarização do trabalho. A pesquisa possibilita a identificação de determinantes sociais que influenciam a evolução dos acidentes de trabalho nesse contexto, contribuindo para a compreensão da relação entre condições laborais precárias e os impactos na saúde dos trabalhadores residentes na Bahia. Resultados Dos 10.205 trabalhadores da Bahia registrados em 2021, 3.692 atenderam aos critérios de inclusão, com base na completude das informações. Foram excluídos os casos de incapacidade laboral temporária, dados ignorados e óbitos por causas diversas. Entre os registros relacionados à precarização do trabalho, observou-se uma maior exposição entre os trabalhadores do sexo masculino (45,55%), negros (34,82%) e com idade acima de 34 anos (34,76%). O estudo evidenciou que o vínculo de trabalho precarizado aumentou em 56% a chance de ocorrência de óbito ou incapacidade laboral permanente (OR = 1,56; IC 95%: 1,36–1,79). Conclusões/Considerações O estudo evidenciou associação entre a precarização dos vínculos laborais, o aumento de óbitos e as incapacidades permanentes. A variável sexo atuou como a confundidora, pelo teste de verossimilhança (p = 0,7352), sem associação estatística significativa. A faixa etária não modificou o efeito observado. Os achados reforçam a necessidade de políticas públicas que protejam os trabalhadores em contextos de vínculos laborais fragilizados.

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