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Apresentação/Introdução O trabalho foi construído a partir de processamentos coletivos no “Laboratório de Educação, Trabalho e Assistência em Saúde” (Letras) que integra a Pós-Graduação em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social. A partir do mergulho no processo de cuidado de uma usuária e experiências cartográficas, se propõe a problematizar o campo do cuidado em diálogo com referenciais das ciências humanas. Objetivos Problematizar como se dão os processos de cuidado, fazendo uso da micropolítica do cuidado e do trabalho em saúde, avaliando até que ponto se dão aberturas à composição de tecnologias capazes de sustentar acessibilidade e novas formas de existência. Metodologia A pesquisa se deu por meio de abordagens cartográficas, fazendo uso de diversas formas de escritura e expressão, como diários cartográficos, cadernos de vida, pinturas, entre outras. Abordagem cartográfica, que parte da concepção que a produção do conhecimento se dá a partir do encontro, em processo, no qual somos tomados não só por um olhar estruturado, lógico, com concepções prévias, prontas a serem aplicadas, mas a partir das intensidades que nos afetam, que abrem campos de análises imprevistas, fazem multiplicar-se problematizações em um movimento micropolítico. Como um dos dispositivos analisadores, também foi acompanhado uma “usuária-cidadã-guia”. Resultados Foi observado na pesquisa que a produção do processo de cuidado, gestão e políticas de saúde se davam com forte tensionamento frente às necessidades de saúde e redes de conexões existenciais da usuária-cidadã-guia. O processo de cuidado se dispunha mais a controlar seus indicadores de saúde, independentemente de seus desejos, e a as políticas e formas de gestão que constituíam ofertas de cuidado partiam mais de concepções abstratas e representacionais do que à partir de suas necessidades de saúde inscritas em seus territórios de vidas/existências. Conclusões/Considerações Sugere-se que a construção do processo de cuidado seja mais afeita à vida des usuáries numa construção em negociação com seus desejos. Processo em ato, onde a saúde não seja subsumida a um repertório centrado em procedimentos como o controle da pressão e glicemia. Uma gestão da vida que vá além de ofertas recortadas por endereço, e mais voltada às necessidades de saúde de cada ume, na produção de territórios existenciais e redes vivas.
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