REFLEXÕES SOBRE A MEDICALIZAÇÃO DAS EXPERIÊNCIAS DE VIDA E SUA COMPLEXIDADE E O TRANSTORNO DE ADAPTAÇÃO PELA CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE DOENÇAS(CID)

Vol 3, 2025 - 221276
Comunicação Oral Curta
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Resumo

Período de Realização em andamento, desde março de 2023 junto ao doutorado em psicologia na UFSM/RS Objeto da experiência avaliações dos afastamentos por saúde mental por CID F43 junto ao serviço de perícia médica de uma instituição pública federal. Objetivos refletir sobre a relação entre a medicalização das experiências de vida e a complexidade do Transtorno de adaptação pela Classificação internacional de doenças (CID); fazer uma análise crítica dos diagnósticos de Transtorno de adaptação pela CID, a complexidade do existir e a medicalização do sofrimento; Descrição da experiência O aumento de afastamentos por sofrimento psíquico, muitas vezes considerado como transtorno mental, é percebido na prática do trabalho do serviço de perícias médicas e demanda discussões sobre sua complexidade, visando evitar o risco de serem restritos apenas a critérios diagnósticos e finalidades burocráticas. Discussões da equipe visam fomentar reflexões entre trabalhadores e a gestão, principalmente à construção e redefinição de políticas de cuidado que tenham como pauta esta complexidade Resultados avaliando as licenças para tratamento em saúde mental nos últimos cinco anos, identificou-se que os Transtornos de Adaptação são frequentes causas de afastamentos. Fez-se necessário problematizar sobre suas causas. Espera-se que a análise e reflexão do cotidiano das avaliações periciais possam servir de subsídio para construção de políticas de cuidado mais afinadas com a diversidade de situações que se desvelam.. Aprendizado e análise crítica construção de conhecimento em relação aos critérios para o diagnóstico de Transtorno de Adaptação, a complexidade humana, a medicalização da vida, a burocratização das experiências e a construção de políticas baseadas em dados mais próximos da realidade e não apenas a partir de um conjunto de CIDs como potência de cuidado desmedicalizante. Importante considerar as complexidades que cada sofrimento contempla e que ficam excluídos/subvalorizados e restritos apenas como critérios diagnósticos Conclusões e/ou Recomendações É necessário buscar o desenvolvimento de propostas desmedicalizantes no âmbito da saúde coletiva para além de práticas de cuidado restritas CID considerando a diversidade de sofrimentos que se apresentam no cotidiano do trabalho em saúde neste caso, num serviço público federal

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