REFLETINDO SOBRE A OBESIDADE COMO FENÔMENO SOCIAL: UMA EXPERIÊNCIA FORMATIVA COM A TEORIA DE BOURDIEU NO PPGSC/UFBA

Vol 3, 2025 - 222391
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Resumo

Período de Realização Março a junho de 2025, no componente "Fundamentos das Ciências Sociais e Humanas" do PPGSC/IMS/UFBA. Objeto da experiência Reflexão teórica e crítica sobre a obesidade a partir da teoria dos capitais e de habitus de Bourdieu no contexto da formação em Saúde Coletiva. Objetivos Desenvolver uma análise crítica sobre a obesidade enquanto fenômeno social, mobilizando a teoria de Pierre Bourdieu; refletir sobre as desigualdades estruturais que moldam práticas alimentares; e valorizar a contribuição das Ciências Sociais na formação em Saúde Coletiva. Descrição da experiência Durante o componente, foi proposta a elaboração de um texto autoral com base em um teórico estudado. Escolhi Bourdieu por sua aproximação com minha área de interesse: a obesidade. A partir de seus conceitos de capital econômico, social, cultural e simbólico, construí uma análise que desnaturaliza a obesidade como escolha individual, reconhecendo-a como fenômeno estruturado socialmente. A escrita se constituiu como exercício de articulação entre teoria, vivências profissionais e criticidade. Resultados Os capitais econômico, cultural e social moldam práticas alimentares, acesso e percepções de saúde. O volume e a composição desses capitais influenciam o modo como os indivíduos vivenciam a alimentação e o corpo. O conceito de habitus ajudou a pensar como disposições incorporadas influenciam escolhas, mesmo diante de mudanças nas condições materiais. A teoria ampliou a análise da obesidade para além do modelo biomédico, contribuindo para uma visão mais crítica e sensível às desigualdades. Aprendizado e análise crítica Combater a obesidade, crescente em todo o mundo, exige políticas que considerem determinantes socioeconômicos e desigualdades sociais, valorizem recursos simbólicos e culturais. Em vez de responsabilizar os indivíduos, é preciso compreender os múltiplos fatores que moldam hábitos alimentares. Pesquisas mostram que o capital cultural influencia mais as escolhas alimentares que o econômico. Assim, políticas sociais e de saúde devem considerar e respeitar a história e a cultura das pessoas. Conclusões e/ou Recomendações A experiência evidenciou que abordagens críticas e interdisciplinares sobre a obesidade são fundamentais na formação em saúde. A obesidade é moldada por desigualdades estruturais, não apenas por decisões individuais. Recomenda-se ampliar espaços de reflexão sobre determinantes sociais na pós-graduação e fortalecer políticas públicas que valorizem os saberes e práticas dos grupos sociais, com respeito às suas histórias, contextos e direitos.

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Eixo Temático
  • Eixo 04 - Aspectos Teórico-Conceituais e Metodológicos da Saúde Coletiva