REDES DE SOLIDARIEDADE E PRÁTICAS ALIMENTARES ADAPTATIVAS ENTRE JOVENS DA PERIFERIA URBANA DE SÃO PAULO DURANTE E APÓS A PANDEMIA

Vol 3, 2025 - 222046
Pôster Eletrônico
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

Apresentação/Introdução A pandemia de COVID-19 agravou a insegurança alimentar em comunidades periféricas urbanas, destacando desigualdades estruturais e a insuficiência de políticas públicas. Redes de solidariedade comunitária e práticas alimentares adaptativas emergiram como respostas resilientes. Este estudo, que integra a pesquisa PANEX-Youth, analisa esses processos em jovens da maior favela de São Paulo, Heliópolis. Objetivos Explorar como as redes de solidariedade comunitária e as práticas alimentares adaptativas protagonizadas por jovens da periferia urbana de São Paulo contribuíram para a resiliência frente à insegurança alimentar, durante e após a pandemia de COVID-19. Metodologia A pesquisa internacional PANEX-Youth adotou uma abordagem qualitativa e participativa, utilizando métodos freireanos de diálogo e aprendizado colaborativo, realizada no Brasil, África do Sul e Reino Unido. No Brasil, 44 jovens (9 a 29 anos) de Heliópolis e Paraisópolis, duas grandes favelas de São Paulo, participaram de 14 oficinas "world café" (duração média de 3 horas) e exercícios de "visual webs". Nesses encontros, manipularam imagens relacionadas à pandemia e discutiram conexões entre educação, lazer, alimentação e outros desafios sociais. Os dados foram transcritos, codificados e analisados com o software NVivo, visando identificar padrões de resiliência e desafios estruturais. Resultados Durante a pandemia, as redes de solidariedade em Paraisópolis e Heliópolis foram essenciais no enfrentamento da insegurança alimentar, com a distribuição de cestas básicas e marmitas por parte das associações de moradores. Jovens participaram ativamente dessas ações, fortalecendo o protagonismo e a resiliência. Ações governamentais de distribuição de alimentos e promoção do acesso à renda também ajudaram a conter a insegurança alimentar. No pós-pandemia, práticas como o preparo de refeições em casa e a priorização de alimentos básicos continuaram, mas desafios como a inflação ainda afetam a segurança alimentar, destacando a necessidade de fortalecer políticas públicas inclusivas. Conclusões/Considerações As redes de solidariedade e as práticas alimentares adaptativas foram cruciais para a resiliência alimentar de jovens em São Paulo durante e após a pandemia. No entanto, as desigualdades estruturais e a insuficiência de políticas públicas ainda limitam o acesso a alimentos nutritivos, perpetuando a insegurança alimentar. É essencial fortalecer políticas públicas inclusivas que promovam o protagonismo juvenil em contextos urbanos vulneráveis.

Compartilhe suas ideias ou dúvidas com os autores!

Sabia que o maior estímulo no desenvolvimento científico e cultural é a curiosidade? Deixe seus questionamentos ou sugestões para o autor!

Faça login para interagir

Tem uma dúvida ou sugestão? Compartilhe seu feedback com os autores!

Eixo Temático
  • Eixo 02 - Alimentação e Nutrição em Saúde Coletiva