QUEM CUIDA DE QUEM EDUCA? UM OLHAR SOBRE O SOFRIMENTO PSÍQUICO EM PROFISSIONAIS DAS ESCOLAS DA REGIÃO DOS INCONFIDENTES, MG

Vol 3, 2025 - 223725
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Resumo

Apresentação/Introdução O ambiente escolar sempre foi estressante e desafiador para os profissionais da educação, mas com a geração atual de estudantes onde ocorreu o uso desenfreado de tecnologias e sofrimento em função da pandemia de COVID-19, a saúde mental do corpo profissional da escola tem sido muito afetada. Este estudo buscou compreender como o sofrimento mental impacta nos sintomas emocionais e na solidão. Objetivos Avaliar a saúde mental dos professores e profissionais de escolas de ensino médio nas cidades de Itabirito, Ouro Preto e Mariana; e analisar os riscos psicossociais e intervenções para promoção da saúde mental. Metodologia O estudo faz parte do projeto de pesquisa-intervenção "Saúde Mental nas escolas e fora delas", da Universidade Federal de Ouro Preto, aprovado pelo comitê de ética em pesquisa. Levantamento de dados realizado por meio de aplicação de formulário eletrônico de avaliação da saúde mental, contendo as escalas de sofrimento mental (SRQ-20), sintomas de depressão, ansiedade e estresse (DASS-21) e percepção subjetiva da solidão (UCLA-3). 38 professores e profissionais das 3 escolas públicas participaram. A análise foi realizada por meio de análise estatística de modo a compreender a relação da percepção subjetiva da solidão e os sintomas de ansiedade, estresse e depressão nos grupos com maior e menor sofrimento mental. Resultados Os participantes eram predominantemente mulheres, negras e com idade média de 44 anos. As análises estatísticas mostraram diferenças significativas entre os 2 grupos para os 4 escores investigados. O grupo com alto sofrimento mental apresentou maior depressão, ansiedade, estresse e solidão, do que o grupo com baixo sofrimento mental. Conclusões/Considerações Os resultados indicam que os professores e profissionais da escola com alto sofrimento mental apresentaram também maiores sintomas de estresse, ansiedade e depressão e maior percepção de solidão. A presença dessa sintomatologia em 36,8% do corpo profissional das escolas investigadas sugere que há a necessidade da formação e apoio especializado aos professores e escola, ações de cuidado, prevenção e promoção à saúde mental com base nos riscos que os resultados revelam.

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Eixo Temático
  • Eixo 13 - Educação, Formação e Extensão em Saúde