PROJEÇÃO DA DESNUTRIÇÃO INFANTIL NO BRASIL E MACRORREGIÕES PARA O ANO DE 2030

Vol 3, 2025 - 222217
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Resumo

Apresentação/Introdução A desnutrição infantil (DI) ainda é um problema prevalente e persistente nos países de baixa e média renda, como o Brasil, o qual apresenta grandes disparidades regionais. Segundo o acordo realizado com a Organização das Nações Unidas e países-membros com a Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável, o Brasil comprometeu-se a erradicar todas as formas de má-nutrição até 2030. Objetivos Este estudo objetivou realizar as projeções da prevalência da DI (segundo Estatura/Idade, Peso/Idade ou Indice de Massa Corpórea/Idade) para o início de 2030 no Brasil e regiões para monitoramento do alcance da meta acordada com a Agenda 2030. Metodologia Estudo ecológico que utilizou dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional sobre a DI no Brasil, por mês/ano da série histórica (2008-2023). O período de janeiro/2020-dezembro/2023 foi utilizado para testar modelos de regressão, os quais foram aplicados na série histórica e nos anos de 2024-2029; e estimadas as projeções da DI no Brasil e macrorregiões. No Nordeste e Sul foi utilizado o modelo do Método de Máquina de Aprendizado Extremo (ELM); no Sudeste, os Modelos Autorregressivos Integrados de Médias Móveis (ARIMA); no Norte o BATS (Transformação Box-Cox, Erros ARMA, Tendência e Componentes Sazonais); no Centro-Oeste o TBATS, extensão do BATS; e Redes Neurais para o Brasil. Resultados O país iniciou o período de projeção com prevalência de 4,21% de DI, concentrada no Norte (6,52%), Centro-Oeste (5,74%) e Nordeste (5,04%), seguidas pelas regiões Sudeste (4,95%) e Sul (3,69%). A prevalência prevista para a DI no Brasil no início de 2030 será de 6,36%, predominantemente concentrada nas regiões Norte (8,01%) e Centro-Oeste (6,98%). Proporção inferior à média nacional foi prevista para a região Sul (3,13%), seguida da Nordeste (4,56%) e Sudeste (5,13%). O Norte apresentou as maiores prevalências e o Sul as menores, desde o início da série histórica (janeiro/2008) até o final do período previsto (dezembro/2029). Conclusões/Considerações Conclui-se que o Brasil não atingirá a meta de erradicação da DI proposta pela Agenda 2030 devido às vulnerabilidades regionais e ineficiência das políticas públicas instituídas até o momento, principalmente nas regiões Norte e Centro-Oeste. Serão necessários mais investimentos em políticas de saúde e proteção sociais permanentes e sustentáveis a longo prazo que possam combater problemas regionais específicos que comprometem o alcance desta meta.

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Eixo Temático
  • Eixo 02 - Alimentação e Nutrição em Saúde Coletiva