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Apresentação/Introdução Pesquisa para o desenvolvimento e avaliação de um programa de capacitação sobre diversidade de gênero, sexual, de expressões e relacional para profissionais de saúde do SUS. O objetivo é ampliar níveis de saúde e bem-estar da população LGBTI+ com ênfase na sexualidade inclusiva e afirmativa, na saúde integral e equitativa para aprimorar a assistência no território e formação de multiplicadores. Objetivos Desenvolver, aplicar e avaliar conjunto de estratégias formativas construídas colaborativamente com a população LGBT+ para inclusão, afirmação, cuidado integral e equitativo; Diminuir preconceitos da população LGBTI+ nos serviços de saúde. Metodologia A pesquisa utiliza abordagem mista, qualitativa e quantitativa, a saber: 1) Entrevistas com pessoas LGBTQIAPN+ sobre sua história de vida, experiências de afirmação e preconceitos nos serviços de saúde e demandas para saúde integral; 2) Questionário para amostra mais ampla sobre micro afirmações e violências nos serviços de saúde e aprofundar demandas para saúde integral; 3) Grupos focais com a população LGBT+ e profissionais de saúde voltados à estratégias formativas para o curso de capacitação para profissionais do SUS; 4) Execução do curso piloto propriamente dito com pré e pós teste para avaliar mudanças de atitudes e conhecimentos. O curso final será online com uso de estudos de caso. Resultados Síntese de 16 entrevistas: três categorias principais com uso da análise de discurso subjacente: 1) construção identitária; 2) dinâmica de poder/resistência; 3) acesso equitativo ao SUS. Demandas em saúde: necessidade de sensibilização de profissionais; respeito ao nome social; ampliação de ambulatório trans; acesso à cirurgias e hormonização para pessoas trans; pesquisas sobre efeitos da hormonização, desconhecimento de impactos da testosterona; saúde ginecológica de pessoas com útero e vagina; direitos sexuais e reprodutivos; políticas para lésbicas e pessoas bi; acesso à saúde mental; cuidado integral à saúde, não restringi-lo às DST; não realização de cirurgias em bebês intersexo. Conclusões/Considerações Mesmo com avanços em direitos sociais e políticas públicas em saúde, a população LGBTQIAPN+ tem barreiras de acesso aos serviços de saúde por falta de conhecimento dos profissionais sobre diversidade de gênero, sexual, de expressões e relacional bem como preconceito sob a forma de intolerância explicita ou micro agressões. A população LGBT+ aponta a necessidade de capacitação para profissionais de saúde para ampliar o acesso à saúde integral.
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