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Resumo

Apresentação/Introdução O rápido envelhecimento no Brasil traz desafios à saúde bucal dos idosos, marcada por práticas mutiladoras e baixa integração ao cuidado integral, resultando em altos índices de edentulismo e impactos no bem-estar físico, mental e social. Apesar de políticas como Brasil Sorridente, persistem desigualdades que limitam o acesso a cuidados adequados. Objetivos Descrever a situação da saúde bucal da população idosa brasileira, com ênfase nas principais condições epidemiológicas, à luz dos dados do SB Brasil 2023 em comparação aos anteriores e à PNS 2013 e 2019. Metodologia Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem qualitativa, fundamentado na análise comparativa dos inquéritos epidemiológicos nacionais SB Brasil (2003, 2010 e 2023), com ênfase nos dados referentes à faixa etária de 65 a 74 anos, e da Pesquisa Nacional de Saúde (2013 e 2019). Complementarmente, foi realizada pesquisa bibliográfica em bases como BIREME, LILACS, BVSalud e SciELO, além da consulta a relatórios oficiais sobre saúde da pessoa idosa e saúde bucal. No total, foram examinadas 35 fontes, entre artigos científicos e documentos técnicos, que subsidiaram a discussão e a fundamentação teórica do estudo. Resultados A análise dos inquéritos SB Brasil e da Pesquisa Nacional de Saúde evidencia que, apesar de reduções pontuais no índice CPOD e incremento na proporção de elementos dentários restaurados, o quadro epidemiológico da saúde bucal em idosos permanece preocupante. Persistem taxas elevadas de edentulismo total (acima de 70%) e crescimento na demanda por prótese total bimaxilar (de 15,3% em 2003 para 29,2% em 2023). A baixa utilização dos serviços odontológicos (menos de 35% em 12 meses) e a elevada autopercepção positiva (superior a 65%) contrastam com os achados clínicos, indicando possível subestimação dos agravos e naturalização das perdas dentárias no envelhecimento. Conclusões/Considerações Embora políticas públicas como o Brasil Sorridente tenham sido implementadas, os avanços permanecem insuficientes. Persistem desafios como ampliar o acesso universal e equitativo, melhorar a atenção básica com enfoque preventivo e incluir os idosos institucionalizados nos levantamentos nacionais. A superação dessas barreiras demanda investimento constante, monitoramento contínuo e ações integradas com foco no envelhecimento digno e saudável.

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Eixo Temático
  • Eixo 14 - Envelhecimento e saúde