PROGRAMA ACOMPANHANTE DE IDOSOS: PERFIL DE FRAGILIDADE E VULNERABILIDADE DA POPULAÇÃO ATENDIDA PELO PROGRAMA NA CIDADE DE SÃO PAULO

Vol 3, 2025 - 219232
Comunicação Oral
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Resumo

Apresentação/Introdução O Programa Acompanhante de Idosos (PAI) é uma iniciativa pioneira da cidade de São Paulo. Trata-se de uma modalidade de atenção domiciliar que conta com assistente social, equipe de saúde e acompanhantes de idosos visando dar suporte as atividades de vida diária (AVD), básicas (ABVD) ou instrumentais (AIVD), além de monitoramento de saúde e reinserção social às pessoas idosas atendidas. Objetivos Identificar o perfil das pessoas idosas acompanhadas pelas equipes do PAI: características sociodemográficas, perfil de vulnerabilidade/fragilidade identificados no encaminhamento. Relacionar o perfil identificado e a pertinência da inclusão no PAI. Metodologia Estudo observacional analítico, submetido e aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa institucional. Incluiu pessoas com idade a partir de 60 anos, admitidas nas equipes do PAI entre 2021 e 2022 e submetidas a avaliação multidimensional (AMPI-AB) para encaminhamento, que aceitaram a participação e assinaram o TCLE, resultando numa amostra de 362 participantes. Análise descritiva, por meio de medidas de tendência central e dispersão (média, mediana e frequência relativa) para variáveis intervalares ou com medidas de proporção para variáveis categóricas (frequências absolutas e relativas), por meio do software IBM SPSS. O nível de significância foi estabelecido em 5%. Resultados Perfil sociodemográfico: mediana de idade de 78 anos, 72,9% mulheres, 41% autodeclaradas pardas/pretas, 69,1% solteiros/viúvos/divorciados, 66,5% zero ou baixa escolaridade, 71,2% renda ausente ou até 1,9 salários mínimos. AMPI-AB: 66,8% com idade 75 anos e mais, 67,3% autopercepção de saúde regular/ruim, 29,7% moram sós, 3 e + doenças crônicas (58,6%), polifarmácia (56,9%), déficit visual (66,1%) e auditivo (48%), limitação física (59,9%), relato de quedas (43,8%), alterações cognitivas (64%) e de humor (74,2%), 75% com dificuldades para realização de atividades instrumentais de vida diária, 52,1% com incontinência. Cerca de 96% das pessoas apresentam fragilidade (pré-frágeis/frágeis). Conclusões/Considerações O perfil mostra uma população majoritariamente feminina e longeva. A autopercepção negativa de saúde (preditiva de fragilidade), porcentagem de pretos e pardos superior à média geral, baixa escolaridade, renda e arranjos familiares insuficientes denotam elevada vulnerabilidade. O perfil de fragilidade, elevado relato de limitações físicas e necessidade de apoio associados à vulnerabilidade justificam a necessidade e importância do programa.

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