PRÁTICAS DE TRABALHO DOS AGENTES DE COMBATE ÀS ENDEMIAS: DESAFIOS PARA A PREVENÇÃO E CONTROLE DAS ARBOVIROSES

Vol 3, 2025 - 221343
Comunicação Oral Curta
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Resumo

Apresentação/Introdução No cenário persistente das arboviroses Dengue, Zika e Chikungunya torna-se imprescindível a atuação dos Agentes de Combate às Endemias (ACE). O trabalho do ACE envolve a atuação em atividades de vigilância, prevenção e controle de doenças e promoção da saúde. A educação permanente é uma ferramenta de formação e capacitação dos ACE para lidar com as necessidades e desafios do trabalho em saúde. Objetivos Analisar as práticas de trabalho dos agentes de combate às endemias na prevenção e controle das arboviroses Dengue, Zika e Chikungunya em um município do sudoeste da Bahia. Metodologia Estudo qualitativo realizado em localidades de elevado Índice de Infestação Predial do Aedes aegypti. As informações foram obtidas por meio de análise documental, observação participante e entrevistas semiestruturadas. Foram realizadas 22 entrevistas, entre março a julho de 2022, com agentes de combate a endemias, lideranças comunitárias, profissionais da saúde da família e gestores. Para a análise, utilizou-se uma matriz teórica composta pelas dimensões: Processo de trabalho do ACE; Riscos envolvidos no trabalho; e Formação e educação permanente. O material das entrevistas e observação participante foi transcrito, codificado e analisado de acordo com as dimensões da matriz. Resultados Sobre o processo de trabalho, identificou-se que os ACE não possuem território fixo e atuam em regime de mutirão em área de maior infestação. Constatou-se uma elevada quantidade de ACE afastados das atividades laborais em decorrência da exposição dos agentes a fatores de risco químicos e físicos, associado a falta de prevenção adequada. No que se refere aos processos formativos, os agentes participam de treinamentos específicos, o que contribui para sua capacidade técnica no registro e interpretação de sintomas das arboviroses. Entretanto, tais treinamentos ocorrem esporadicamente e sem incentivo à participação, acarretando em abstenção de parte da equipe. Conclusões/Considerações O estudo aponta entraves para o combate das arboviroses, dentre estes, o quantitativo insuficiente de profissionais em campo somado ao desvio de função devido aos riscos ocupacionais. Além disso, a capacitação e a educação permanente não ocupam lugar de destaque. É necessário que haja não apenas a qualificação técnica do ACE, mas também o reconhecimento social desses profissionais como agentes estratégicos na promoção da saúde coletiva.

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  • Eixo 34 - Vigilâncias do Campo da Saúde