PRÁTICAS DE CUIDADO EM SAÚDE MENTAL PARA ADOLESCENTES E JOVENS NO BRASIL: REFLEXÕES A PARTIR DA LITERATURA (2010-2023)

Vol 3, 2025 - 224590
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Resumo

Apresentação/Introdução Revisão da literatura sobre as práticas de cuidado em saúde mental de adolescentes e jovens no Brasil. Tem como marco referencial o ano de publicação das Diretrizes Nacionais para Atenção Integral à Saúde de Adolescentes e Jovens na Promoção, Proteção e Recuperação da Saúde (2010), referência para as políticas de cuidado com esse público. Objetivos Analisar as práticas de cuidado em saúde mental produzidas em dispositivos de políticas públicas e equipamentos sociais no Brasil, entre os anos de 2010 e 2023. Metodologia Pesquisa qualitativa, com inspiração teórica nas proposições de Sharon Walker (2015) e Alfonso Montuori (2005) para revisões dialógicas da literatura, buscando construir um debate a partir da articulação entre e com as produções. Foi realizada na Scientific Electronic Library Online (SciELO) e na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), cruzando os termos/descritores “cuidado”, “adolescente/adolescentes”, “jovem/jovens” e “saúde mental”; com os filtros de tempo de 2010-2023, artigos, idioma português e excluídos os fora do recorte etário, internacionais e temas divergentes. Resultou em 30 artigos que foram fichados, permitindo a associações entre temas emergentes e a criação de linhas narrativas. Resultados A análise foi agrupada em três eixos: a) Noções de saúde mental e repercussões nas práticas de cuidado, que integra compreensões sobre cuidado e saúde mental; b) A produção do cuidado em saúde mental, composta por repertórios sobre intersetorialidade, ações e estratégias de cuidado, formação e apoio matricial; c) Dispositivos de cuidado: organização e estrutura das equipes e serviços, com ênfase no debate sobre acesso, articulação dos serviços com os territórios e as desigualdades. As noções de adolescência e juventude, presentes nos documentos, contribuem para reflexões sobre como o cuidado em saúde mental pode ser favorecido quando estes sujeitos são reconhecidos como políticos e diversos. Conclusões/Considerações Compreende-se, com as reflexões decorrentes das análises, a necessidade das políticas de cuidado garantirem a diversidade e o respeito às singularidades da população adolescente e jovem. Além disso, para a transformação da lógica do cuidar em saúde mental faz-se necessário a articulação e fortalecimento de redes ampliadas, pautadas no compartilhamento, e tendo como finalidade a garantia da integralidade e continuidade do cuidado.

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Eixo Temático
  • Eixo 18 - Infância, adolescência e saúde