PODER, VIOLÊNCIA ESTRUTURAL E FEMINISMO NEGRO: UMA REFLEXÃO INTERSECCIONAL SOBRE OS CORPOS NEGROS

Vol 3, 2025 - 220478
Comunicação Oral Curta
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Resumo

Apresentação/Introdução O racismo estrutural, articulado ao patriarcado e ao capitalismo, perpetua desigualdades que afetam especialmente mulheres negras. A interseccionalidade revela como raça, gênero e classe se sobrepõem, sustentando opressões históricas e atuais que violam direitos e invisibilizam trajetórias. Objetivos Refletir sobre os impactos da violência estrutural nos corpos negros, com foco nas mulheres negras, a partir do feminismo negro e da interseccionalidade, destacando resistências e contribuições para a justiça social e a equidade. Metodologia Trata-se de um estudo teórico-reflexivo, de natureza qualitativa e caráter bibliográfico, fundamentado na análise crítica de obras, artigos e produções acadêmicas que abordam o feminismo negro, a interseccionalidade, a violência de gênero e o racismo estrutural. A pesquisa adota como referencial teórico autoras fundamentais para o campo, como Lélia Gonzalez, Sueli Carneiro, Kimberlé Crenshaw, Patricia Hill Collins, Angela Davis e Carla Akotirene, cujas contribuições permitem compreender as múltiplas dimensões das opressões vivenciadas por mulheres negras, bem como os processos de resistência e luta por justiça social. Resultados A análise revelou que as opressões sobre mulheres negras são interseccionais, articulando raça, gênero e classe. A ausência de dados e políticas específicas contribui para sua invisibilidade e marginalização. Mesmo diante da precarização, constroem redes de resistência e luta por direitos. O estudo reforça a importância de uma abordagem interseccional na formulação de políticas públicas e no enfrentamento das desigualdades sociais. Conclusões/Considerações Conclui-se que a realidade das mulheres negras é marcada por opressões interseccionais, sustentadas por estruturas racistas, patriarcais e capitalistas. O feminismo negro emerge como ferramenta crítica e política de resistência, exigindo políticas públicas eficazes e ações que reconheçam essas mulheres como agentes centrais na luta por justiça social.

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Eixo Temático
  • Eixo 16 - Gêneros, Sexualidades e Saúde