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Apresentação/Introdução A Doença de Chagas (DC) afeta, predominantemente, populações com acesso limitado aos serviços de saúde. A Estratégia Saúde da Família (ESF) conta com uma equipe multiprofissional, incluindo os Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Esses profissionais conhecem as vulnerabilidades locais, realizam visitas domiciliares e orientações, contribuindo para a melhoria das condições de saúde da população. Objetivos Este estudo tem como objetivo analisar a percepção de médicos atuantes na Atenção Primária à Saúde (APS) sobre o papel dos ACS no manejo da DC. Metodologia Estudo qualitativo que utilizou grupos focais (GF) como técnica de coleta de dados. Foram utilizados dados do projeto SaMi-Trop, estudo multicêntrico baseado na ciência da implementação (CONEP 5.958.798/2021). O estudo foi conduzido em três municípios de Minas Gerais, estado endêmico para DC, sendo dois municípios de pequeno porte e um de médio porte. Todos os médicos da APS foram convidados por meio das Secretarias Municipais de Saúde. Os GF foram conduzidos por um moderador e dois observadores, seguindo um roteiro semiestruturado padronizado. As falas foram gravadas e transcritas na íntegra. A análise dos dados seguiu a técnica de análise de conteúdo temática, conforme Bardin. Resultados Os médicos relataram que os ACS são profissionais essenciais para a prática clínica na APS. Atuam como mediadores na comunicação entre pacientes e equipe de saúde, dada a proximidade com a comunidade, pois residem na área onde trabalham. Esse vínculo é considerado fundamental, por constituir uma fonte ativa de informações sobre o estado de saúde dos pacientes e possibilitar a vigilância contínua do território. Essas ações seguem as diretrizes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), que atribui funções voltadas à atenção à saúde da família, com ênfase na prevenção e promoção da saúde. Conclusões/Considerações Os achados reforçam o papel estratégico dos ACS na prática clínica da APS, destacando seu papel como ponte entre a população e a equipe de saúde. A valorização e o fortalecimento desse vínculo, por meio de capacitações específicas, podem potencializar ainda mais a vigilância territorial e a identificação precoce da DC, contribuindo para a efetividade das ações de prevenção e promoção da saúde.
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