PERCEPÇÃO DE GESTORES LOCAIS EM MUNICÍPIOS DE SÃO PAULO NA IMPLEMENTAÇÃO DO PROTEJA: BARREIRAS E FACILITADORES.

Vol 3, 2025 - 220860
Comunicação Oral Curta
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Resumo

Apresentação/Introdução A obesidade infantil tem aumentado em diversos países e se tornado uma emergência de saúde pública. A Estratégia de Prevenção e Atenção à Obesidade Infantil (PROTEJA) foi um programa intersetorial impulsionado pelo Ministério da Saúde, vigente de 2021 a 2023, visando conter o avanço da obesidade infantil por meio de ações pactuadas com municípios no âmbito do Sistema Único de Saúde (Brasil, 2022). Objetivos Identificar barreiras e facilitadores percebidos por gestores e profissionais de saúde no processo de implementação do PROTEJA em municípios paulistas de pequeno porte. Metodologia Trata-se de um estudo qualitativo realizado em cinco municípios do estado de São Paulo que aderiram ao PROTEJA. A seleção dos municípios considerou critérios como a adesão ao programa e a prevalência de obesidade infantil. Foram realizadas 12 entrevistas com gestores municipais e responsáveis técnicos do PROTEJA. A identificação inicial dos atores chaves foi feita por análise documental, sendo complementada por amostragem bola de neve. As entrevistas foram guiadas por um roteiro semiestruturado, foram gravadas, transcritas e analisadas com suporte do software NVivo, seguindo a abordagem temática indutiva proposta por Braun e Clarke (2006). Resultados Foram identificadas seis categorias temáticas referentes às barreiras e quatro aos facilitadores. As principais barreiras incluíram baixo envolvimento do gestor da saúde, alta rotatividade e sobrecarga de profissionais, fragilidades na articulação intersetorial e resistência das escolas privadas. Além disso, nota-se a ausência de protocolos de implementação e desconhecimento de materiais técnicos previstos pelo PROTEJA. Como facilitadores, destacaram-se o apoio técnico e financeiro do programa, o envolvimento de prefeitos, a integração com ações de rotina da Atenção Primária à Saúde e a articulação com políticas como o Programa Saúde na Escola, que já promovia práticas alimentares saudáveis. Conclusões/Considerações A análise do processo de implementação do PROTEJA evidencia a importância de programas integrados com a rotina da Atenção Primária à Saúde. O estudo revela que a indução técnica e financeira é estratégica, mas insuficiente sem o engajamento do gestor local e da articulação intersetorial. Recomenda-se que políticas e programas considerem as especificidades locais, promovendo adaptações que reforcem a autonomia municipal e a efetividade das ações.

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  • Eixo 23 - Planejamento, Gestão e Avaliação na Saúde