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Apresentação/Introdução As Práticas Integrativas e Complementares (PICS) têm sido incorporadas ao SUS como estratégias de cuidado integral. Sua presença na atenção básica representa uma ampliação das abordagens terapêuticas ofertadas à população, promovendo cuidado humanizado, porém, se questiona qual o panorama atual dessas práticas na atenção básica. Objetivos Caracterizar a produção das Práticas Integrativas e Complementares realizadas na atenção básica no Brasil em 2024. Metodologia Estudo quantitativo, transversal, exploratório que utilizou dados do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB) referentes à produção das PICS no período de janeiro a dezembro de 2024. As características analisadas foram: tipo de prática realizada, categoria profissional responsável, região do país e local de realização dos procedimentos. Resultados Foram registrados mais procedimentos de auriculoterapia (45,85%), seguidos de eletroestimulação (15,70%) e acupuntura (10,80%). A fisioterapia foi a categoria mais envolvida (39,52%), seguida da equipe de enfermagem (27,85%). A região Sudeste concentrou a maior produção (56,07%), seguida do Sul (18,04%), enquanto o Norte teve o menor registro (5%). A maioria das práticas foi realizada em Unidades Básicas de Saúde (89,78%). Os dados revelam concentração regional e por categoria profissional, indicando desigualdades na implementação. Conclusões/Considerações Observou-se concentração da produção de PICS nas regiões Sudeste e Sul, com destaque para a auriculoterapia como prática mais realizada. As categorias profissionais com maior participação foram a fisioterapia e a enfermagem. Os dados evidenciam desigualdades regionais e apontam a necessidade de ampliação e diversificação das práticas no país.
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