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Apresentação/Introdução As substâncias psicoativas acompanharam a história humana com usos simbólicos, espirituais e terapêuticos. A criminalização atual é recente e marcada por interesses políticos e econômicos. Compreender os sentidos históricos do uso de drogas permite ampliar o debate sobre os discursos que naturalizam sua proibição e marginalização. Objetivos Analisar os usos históricos de substâncias psicoativas nas civilizações antigas, refletindo sobre a transição de seus significados culturais para a criminalização moderna. Metodologia Este trabalho configura-se como um ensaio teórico, construído a partir de publicações científicas brasileiras e documentos oficiais do Ministério da Saúde. A análise parte de um levantamento bibliográfico com foco em estudos históricos, antropológicos e sociais que abordam os usos de substâncias psicoativas na antiguidade e suas transformações ao longo do tempo. Os referenciais fundamentam a discussão sobre os sentidos atribuídos às drogas, do uso ritual e terapêutico ao seu enquadramento como mercadoria e objeto de controle moral, jurídico e político. Resultados A pesquisa revela que, na antiguidade, o uso de substâncias psicoativas integrava práticas sociais, espirituais e médicas. Termos como phármakon expressavam a ambiguidade entre remédio e veneno, a depender do contexto. A partir do mercantilismo e da colonização, essas substâncias passaram a ser tratadas como mercadorias de alto valor, ganhando status estratégico nas rotas comerciais. No século XIX, discursos científicos e jurídicos promoveram a distinção moral entre drogas lícitas e ilícitas, consolidando o proibicionismo. As Guerras do Ópio exemplificam como o valor econômico moldou políticas internacionais sobre substâncias. Conclusões/Considerações O resgate histórico dos usos de drogas desnaturaliza sua criminalização atual, revelando a complexidade de seus sentidos culturais. Compreender as substâncias como elementos de práticas coletivas e simbólicas permite construir abordagens mais éticas, críticas e contextualizadas, superando visões moralizantes e excludentes.
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