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Período de Realização Este relato refere-se à experiência do primeiro ano de residência multiprofissional, no ano de 2025. Objeto da experiência O objeto é a Residência em Saúde Coletiva e Atenção Primária, com foco no trabalho interprofissional e colaborativo no Sistema Único de Saúde (SUS). Objetivos Compreender a dimensão do trabalho interprofissional dentro do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva e Atenção Primária; Analisar a diferenciação entre prática interprofissional e a atuação no contexto do serviço em contraposição ao conceito de multiprofissionalidade. Descrição da experiência A Residência, coordenada pelo Departamento de Medicina Preventiva da FMUSP, é composta por seis categorias: enfermagem, farmácia, psicologia, saúde coletiva, serviço social e terapia ocupacional, atuando no Centro de Saúde Escola Samuel Barnsley Pessoa (CSEB). Apesar do reconhecimento da importância das práticas colaborativas no SUS, o trabalho em campo acontece, em sua maioria, de forma uniprofissional e fragmentada. Assim, os grupos surgem como um potencializador do trabalho interprofissional. Resultados No contexto do CSEB, as residentes desenvolvem atividades de gestão e assistência, acompanhadas dos tutores das respectivas categorias, promovendo, institucionalmente, uma atuação fragmentada, que dificulta a interlocução para um cuidado integral. Como forma de integrar saberes e subverter essa lógica, utilizam-se dos espaços grupais, fóruns, movimentos e lutas sociais para que a interprofissionalidade se torne central no trabalho em saúde. Aprendizado e análise crítica As graduações em saúde formam profissionais com foco em uma atuação uniprofissional, pautadas no modelo biomédico, com um distanciamento significativo da atuação no SUS. Embora os pilares da Saúde Coletiva sejam norteadores da Residência, essa tendência se mantém ao longo do conteúdo programático. Mesmo com uma equipe multiprofissional, a interprofissionalidade não é construída no cenário de atuação, de modo a não promover a integralidade do cuidado e a atenção centrada no paciente (ACP). Conclusões e/ou Recomendações Por fim, torna-se evidente que a ausência estrutural de práticas interprofissionais colaborativas representa o viés neoliberal nas formações em saúde, refletindo o desmonte da Atenção Primária à Saúde e da política pública. Espaços coletivos e comunitários mostraram-se como potencializadores do processo formativo de profissionais para o SUS. Diante do exposto, é fundamental o incentivo à prática interprofissional nos programas de Residência.
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