MORTALIDADE FETAL EM PERNAMBUCO: IDENTIFICAÇÃO DE ÁREAS DE RISCO ATRAVÉS DA ESTATÍSTICA DE VARREDURA ESPACIAL

Vol 3, 2025 - 224595
Pôster Eletrônico
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

Apresentação/Introdução A mortalidade fetal é um indicador da assistência obstétrica, que reflete o cuidado integral à mulher, e a qualidade da atenção à saúde ofertada durante o período pré-natal e no momento do parto. A distribuição espacial dos óbitos fetais pode demonstrar desigualdades ao apontar dificuldades no acesso à rede de saúde materna e infantil por determinados grupos populacionais. Objetivos Descrever características epidemiológicas e a utilização da técnica de varredura espacial para identificação de clusters de óbitos fetais em Pernambuco. Metodologia Estudo ecológico realizado no estado de Pernambuco, com municípios como unidade de análise. Utilizaram-se dados dos Sistemas de Informações sobre Mortalidade, e sobre Nascidos Vivos. Aplicou-se estatística descritiva e teste qui-quadrado para comparação de proporções dos óbitos por quinquênio (2013 a 2017 e 2018 a 2022). Foram analisadas as variáveis: idade da mãe em anos, escolaridade da mãe em anos, tipo de gravidez, semanas de gestação, tipo de parto, sexo, peso ao nascer e local de ocorrência do óbito. Calculou-se o risco relativo, (RR) e foi realizada análise espacial, utilizando-se da técnica de estatística de varredura espacial, por meio do software SatScan 8.2.1. Resultados Registou-se 15.336 óbitos fetais, sendo 8.132 (53%) no primeiro quinquênio. Verificou-se significância estatística para as variáveis idade e escolaridade da mãe, tipo de parto, sexo e peso ao nascer. A idade materna inferior a 20 anos (1.557; 57,5%), escolaridade menor que 8 anos (3.458; 59,3%), parto vaginal (5.918; 53,6%), sexo masculino (4.086; 52,1%) e peso ao nascer inferior a 2.500g (5.332; 52,4%) apresentaram maior quantitativo no primeiro quinquênio. A ocorrência de óbitos durante o parto (412; 55,6 %) e fora dos estabelecimentos de saúde foi maior no segundo quinquênio (308; 54%). As regiões de saúde V, VI, VII e XI apresentaram clusters com elevado risco ao óbito fetal. Conclusões/Considerações A caraterização dos óbitos fetais permitiu compreender circunstâncias que implicaram na ocorrência das mortes. Os clusters de maior risco ao óbito apontam regiões prioritárias à intervenção do planejamento em saúde para melhoria da rede de assistência materna e infantil.

Compartilhe suas ideias ou dúvidas com os autores!

Sabia que o maior estímulo no desenvolvimento científico e cultural é a curiosidade? Deixe seus questionamentos ou sugestões para o autor!

Faça login para interagir

Tem uma dúvida ou sugestão? Compartilhe seu feedback com os autores!

Eixo Temático
  • Eixo 18 - Infância, adolescência e saúde