MORTALIDADE EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM SÍNDROME DE DOWN: UM ESTUDO DE BASE POPULACIONAL NO BRASIL

Vol 3, 2025 - 219296
Comunicação Oral
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Resumo

Apresentação/Introdução Com a mudança global dos perfis etários maternos, espera-se um aumento na proporção de nascimentos com Síndrome de Down. Embora estudos tenham documentado melhora na sobrevida ao longo do tempo, a maioria das evidências vem de países de alta renda. Em contextos de média e baixa renda, marcados por desigualdades, há uma lacuna de dados, destacando a necessidade de estudos sobre essa população. Objetivos Analisar o risco de mortalidade entre nascidos vivos com Síndrome de Down no Brasil, em geral e por década de nascimento. Metodologia Este estudo de coorte de base populacional utilizou dados de nascimentos e óbitos vinculados do Brasil, incluindo nascidos vivos de janeiro de 2001 a dezembro de 2019. A exposição foi definida como nascidos vivos com Síndrome de Down; o grupo de comparação foi composto por nascimentos sem anomalias congênitas. As razões de risco (RR) foram estimadas usando modelos de risco proporcional de Cox. Também calculamos a probabilidade de óbito usando a análise de Kaplan-Meier, estratificada por década de nascimento. Resultados Mais de 50 milhões de nascidos vivos foram incluídos, com 16.270 crianças registradas com Síndrome de Down. Entre elas, 52,4% nasceram de mães com 35 anos ou mais e 23,8% de mães com alto nível de escolaridade. Crianças com Síndrome de Down apresentaram um risco dez vezes maior de morte (IC 95%: 9,1-10,1) nos primeiros 15 anos de vida em comparação com aquelas sem anomalias. A mortalidade foi mais alta durante os primeiros cinco anos, especialmente entre 1 e 4 anos (RR = 26,7; IC 95%: 24,3-29,4). A probabilidade de morte não diferiu significativamente por década de nascimento. Conclusões/Considerações Crianças e adolescentes com Síndrome de Down no Brasil apresentaram mortalidade substancialmente maior do que seus pares sem anomalias congênitas. Além disso, os padrões de mortalidade permaneceram estáveis ao longo de duas décadas, indicando melhora limitada nos resultados de saúde para essa população e destacando lacunas persistentes no atendimento pediátrico e na equidade.

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Eixo Temático
  • Eixo 18 - Infância, adolescência e saúde