Para citar este trabalho use um dos padrões abaixo:
Apresentação/Introdução A crescente utilização do Geoprocessamento no Sistema Único de Saúde (SUS) para o planejamento e gestão dos serviços é permeada por dados geoespaciais que revelam aspectos para possíveis intervenções no território mapeado. Para isso, necessita de aproximação constante dessas intervenções aos princípios dessa política tão cara ao território brasileiro, através de uma práxis ético-investigativa. Objetivos Refletir sobre uma prática ético-investigativa no/do geoprocessamento em saúde; Entender como a ideia de território pode contribuir para uma análise dos dados geoespaciais em saúde; Pensar em como o SUS pode ser fortalecido via raciocínio miltoniano. Metodologia Ensaio teórico feito a partir da triangulação entre os estudos acerca dos sistemas de informações geográficas (SIG), georreferenciamento em saúde e o conceito de território para Milton Santos. O primeiro aborda a SIG e sua capacidade de gerenciar dados complexos no componente geográfico do território (Medronho, 1995). O segundo demonstra o uso do georreferenciamento para mapeamento, identificação de áreas críticas e avaliação de fatores ambientais e estruturais (Magalhães, 2024). Para analisar esses dados Milton Santos surge (Santos, 1996; 1999; 2000). Território, para ele, é o chão onde se pisa, junto da identidade (chão+identidade) que o conforma, num sistema vivo, composto de humanidade. Resultados A relação entre chão+identidade é essencial para analisar dados obtidos pelo georreferenciamento em saúde, já que essas áreas são territórios que transgridem o delineamento do seu mapa físico, e compõem e são compostas por aspectos desse chão e identidade que atravessam o surgimento e transformação das suas demandas. Isso nos leva a uma reflexão sobre a práxis do geoprocessamento em saúde, compreendendo as demandas no território mapeado para além dos indicadores numéricos e informações quantitativas, tensionando a análise desses dados para uma postura ético-investigativa que promove a parceria entre quem realiza esses mapeamentos e o chão+identidade da comunidade geradora desses dados. Conclusões/Considerações Pode-se afirmar que o raciocínio miltoniano é base para que uma postura ético-investigativa dos dados gerados a partir do georreferenciamento em saúde surja. Defende-se uma práxis que aproxima a análise desses dados a um encontro popular em saúde, com uma comunicação mais integrada entre a gestão e assistência, a defesa da autonomia e protagonismo dos atores viventes nos/dos territórios mapeados, fortalecendo os princípios basilares do SUS.
Com ~200 mil publicações revisadas por pesquisadores do mundo todo, o Galoá impulsiona cientistas na descoberta de pesquisas de ponta por meio de nossa plataforma indexada.
Confira nossos produtos e como podemos ajudá-lo a dar mais alcance para sua pesquisa:
Esse proceedings é identificado por um DOI , para usar em citações ou referências bibliográficas. Atenção: este não é um DOI para o jornal e, como tal, não pode ser usado em Lattes para identificar um trabalho específico.
Verifique o link "Como citar" na página do trabalho, para ver como citar corretamente o artigo