MAMI‘MIÙ‘HAW PIRAH MIR‘RYH (ENQUANTO A GENTE CONVERSA O PEIXE ASSA): ARTICULAÇÃO DA EDUCAÇÃO POPULAR EM SAÚDE (EPS) E O MOVIMENTO INDÍGENA RUMO À COP 30

Vol 3, 2025 - 219410
Comunicação Oral
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Resumo

Período de Realização Abril de 2024, durante o Acampamento Terra Livre (ATL) em Brasília. Objeto da experiência Articulação política e formativa entre educandas da especialização em Educação Popular em Saúde da Fiocruz Brasília e o movimento indígena brasileiro. Objetivos Fortalecer espaços de diálogo e construção conjunta, e a aliança entre educandos em EPS e o movimento indígena, apoiando suas articulações políticas rumo à Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP) 30. Promover defesa dos territórios, da saúde e da vida dos povos indígenas. Metodologia A roda de conversa “ Mami‘miù‘haw pirah mir‘ryh” , foi um encontro construído coletivamente por especializandos em EPS da Fiocruz Brasília que fazem parte do Movimento pela Saúde dos Povos e Ação de Mulheres pela Equidade, em conjunto com lideranças indígenas da delegação Guajajara. A metodologia partiu dos princípios freireanos da dialogicidade e da roda de conversa, além da partilha de alimentos, conduzida conjuntamente com uma jovem liderança Guajajara, e outros participantes do ATL. Resultados A roda potencializou a corresponsabilidade dos educandos e da saúde com a pauta indígena, fortalecendo redes de articulação e incidência política conjunta. Ampliou o debate das demandas indígenas dentro da agenda dos seus movimentos e iniciou um processo de mobilização para a COP 30. A escuta das lideranças das mulheres Guajajara, com protagonismo indígena na condução, reforçou a importância dos territórios e saberes ancestrais como elementos centrais na luta por justiça climática e saúde. Análise Crítica A experiência reafirma a potência dos processos de articulação política em saúde estarem ancorados nos princípios orientadores da EPS, assim como na escuta das lideranças indígenas. O momento da partilha da comida, simbolizada no ato de assar e comer o peixe, demonstra como rodas freireanas mobilizam o pertencimento e confiança entre os sujeitos coletivos. Como desafio, destaca-se a necessidade de garantir recursos e espaços efetivos, que gerem ações concretas de incidência para COP 30. Conclusões e/ou Recomendações Recomendamos que experiências de articulação com povos indígenas adotem metodologias freirianas. Espaços construídos conjuntamente, baseado nas suas práticas culturais e na escuta e protagonismo de jovens lideranças e das mulheres indígenas. Assim, movimentos da saúde e especializandos em EPS fortaleçam o seu comprometimento com as lutas indígenas, uma ação fundamental para a defesa da saúde, dos territórios e do enfrentamento à crise climática.

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Eixo Temático
  • Eixo 22 - Movimentos Sociais e Educação Popular em Saúde