JUVENTUDE E PROMOÇÃO DA SAÚDE: EDUCOMUNICAÇÃO E COMUNICAÇÃO COMUNITÁRIA COMO ESTRATÉGIAS DECOLONIAIS PARA PROMOVER SAÚDE E GARANTIR DIREITOS

Vol 3, 2025 - 219866
Comunicação Oral
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Resumo

Período de Realização Março de 2024 a janeiro de 2025 Objeto da experiência Implementação de metodologia participativa baseada na educomunicação para promover saúde por meio da comunicação comunitária. Objetivos Desenvolver, aplicar e avaliar uma metodologia inovadora, a partir de práticas comunicativas territorializadas e contra-hegemônicas, voltada à promoção da saúde e da literacia em saúde entre jovens de favelas, promovendo o protagonismo juvenil, a justiça social e o direito à comunicação e à saúde. Metodologia A experiência do Canal Saúde da Fiocruz formou 15 jovens comunicadores comunitários em saúde na favela de Manguinhos (Rio de Janeiro, RJ). Houve círculos de conversa, oficinas semanais e produção de conteúdo crítico sobre a saúde em suas múltiplas dimensões nas redes sociais, jornal impresso e site. A metodologia, participativa, horizontal e decolonial, envolveu jovens, profissionais de saúde e moradores na criação de estratégias comunicativas acessíveis e territorializadas de promoção da saúde. Resultados Capacitação de 15 jovens comunicadores populares como agentes de promoção da saúde; retorno do jornal comunitário impresso “Fala Manguinhos!” (três edições, com 2.000 exemplares cada); e criação do site www.falamanguinhos.org.br. Houve fortalecimento da literacia em saúde, da autonomia juvenil e da presença de narrativas locais na informação que circula no território, além de estímulo à análise crítica da mídia e valorização da comunicação como direito e estratégia de promoção da saúde. Análise Crítica Práticas educomunicativas e de comunicação comunitária são eficazes na promoção da saúde, ampliando vozes marginalizadas e fortalecendo o protagonismo juvenil. A participação ativa dos jovens promoveu maior aderência às ações e visibilidade dos temas de saúde. A articulação entre saberes locais e técnicos revelou-se essencial para a promoção da equidade. Os desafios incluíram sustentabilidade financeira, conciliação com a realidade dos jovens e limites institucionais na avaliação de impacto. Conclusões e/ou Recomendações Ao promover práticas comunicativas mais participativas, críticas e democráticas, a educomunicação é estratégia potente para promover saúde e justiça social em territórios vulnerabilizados. Recomenda-se fomentar políticas públicas que valorizem metodologias participativas e juventudes periféricas como sujeitos ativos da transformação, por meio da comunicação. A replicação dessa experiência pode subsidiar novas ações no campo da Saúde Coletiva.

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